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Guaíba inicia vacinação contra pólio, sarampo e rubéola para crianças e adolescentes

No próximo dia 16 acontece do Dia D de vacinação

Guaíba inicia vacinação contra pólio, sarampo e rubéola para crianças e adolescentes
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Guaíba começou a fazer parte da campanha de multivacinação para menores de 15 anos, iniciada na última sexta-feira (1) em todo o país. Sete postos de saúde da cidade estão em atendimento para que crianças e adolescentes coloquem em dia vacinas de rotina que estejam em atraso, como de prevenção a poliomielite, rubéola e sarampo. A estratégia é importante neste momento para elevar as coberturas vacinais, que vinham em queda nos últimos anos, situação que a pandemia acentuou ainda mais.

A imunização acontece nas unidades da Cohab, Vila Iolanda, Columbia City, Centro, Primavera, Nova Guaíba e Pedras Brancas e no Pronto-Atendimento (PA), no Parque 35. O horário é das 8h às 17h. No próximo dia 16 acontece do Dia D de vacinação, também nos postos da Moradas da Colina e Pedras Brancas. 

O alerta da Secretaria Estadual da Saúde é que a baixa na procura dessas doses pode fazer com que algumas doenças consideradas erradicadas voltem a circular ou aquelas que vinham com baixos índices aumentem. Em especial pelo momento atual de gradativa retomada das atividades e retorno desse público às escolas. Sarampo, rubéola e pólio são algumas das doenças que podem ser graves, inclusive com risco de morte, e que precisam de taxas de coberturas altas para o risco diminuir.

Ao todo, o calendário de vacinação prevê 14 tipos de vacinas até os sete anos de idade e outras oito até os 15 anos, fora as que ocorrem em campanhas específicas, como a da gripe e da covid-19. Mais de 2 milhões de pessoas no Estado fazem parte desse grupo de menores de 15 anos.

A orientação aos pais ou responsáveis é que levem as crianças ou adolescentes até a Unidade Básica de Saúde mais próxima, de preferência com a caderneta ou carteira de vacinação. No local, um profissional de saúde avaliará se há a necessidade de fazer ou colocar em dia alguma dose. 

A chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), Tani Ranieri, explica algumas das razões que podem explicar a queda que o Rio Grande do Sul e o Brasil apresentam nos últimos anos. “Na medida em que as doenças passam a não circular mais, justamente porque se mantiveram elevadas coberturas vacinais, principalmente a partir dos anos 2000, muitas doenças tornaram-se desconhecidas, fazendo com que algumas pessoas não tenham noção do perigo representado por elas”, diz.

Considerando dez das vacinas previstas até o primeiro ano de idade, em nenhuma delas foi alcançada a meta de vacinação, que seria atingir pelo menos 95% do público da idade preconizada nos últimos quatro anos, sendo que em 2020 nenhuma ficou acima dos 90%. Os dados de 2021 ainda são parciais, pois essas vacinas de rotina têm um prazo de até seis meses para o município registar no sistema do Programa Nacional de Imunizações.

 

Rubéola

A rubéola é uma doença causada por um vírus altamente contagioso, sendo transmitida de forma direta de pessoa a pessoa ao se respirar, falar, tossir ou espirrar. Caracteriza-se por febre e exantema (manchas avermelhadas pelo corpo) associada a gânglios (ínguas ou inchaços, como um caroço) principalmente na região do pescoço.

 

Pólio

O Rotary Guaíba confirmou a segunda edição da carreata contra pólio no dia 16
O Rotary Guaíba confirmou a segunda edição da carreata contra pólio para divulgar o Dia D, no dia 16

A pólio (ou poliomielite), também conhecida como paralisia infantil, é causada por um vírus, que pode infectar crianças e adultos por meio do contato direto com fezes contaminadas ou com secreções eliminadas pela boca das pessoas doentes. Por isso, falta de saneamento, más condições habitacionais e higiene pessoal precária constituem fatores que favorecem a transmissão do poliovírus, causador da doença.

O último caso de poliomielite registrado nas Américas ocorreu no Peru, em 1991, e o continente americano recebeu o Certificado de Eliminação do Poliovírus Selvagem em 1994. No Brasil, o último caso confirmado ocorreu na Paraíba, em 1989, e no Rio Grande do Sul em Santa Maria, em 1983.

Apesar de o país estar há quase 30 anos sem casos confirmados, o risco de reintrodução da doença existe, pois o vírus permanece circulando em dois países no mundo: Paquistão e Afeganistão. 

 

Sarampo

O sarampo é uma doença causada por um vírus altamente contagioso, transmitida de forma direta de pessoa a pessoa de forma respiratória ao respirar, falar, tossir ou espirrar. Tem como sintomas febre e exantemas (manchas avermelhadas pelo corpo), também podendo apresentar tosse, coriza ou conjuntivite. O sarampo é uma doença grave, principalmente em crianças menores de cinco anos, pessoas desnutridas e imunodeprimidas, podendo levar à morte.

Em 2016, o Brasil recebeu certificado internacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS) da eliminação do sarampo. Porém, devido à série histórica de baixas coberturas vacinais, o vírus voltou a circular no país e, em 2019, o Brasil perdeu a certificação.

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