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Sexta-feira, 23 de Outubro 2026
Cultura

Série documental mostra a força das religiões de matriz africana em Guaíba

Cidade ocupa o 11º lugar no ranking nacional de adeptos a essas religiões

Série documental mostra a força das religiões de matriz africana em Guaíba
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A estudante de Jornalismo da faculdade Uniritter, Camilla Swider, apresentou como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) a série documental "Axé, Guaíba", sobre a força das religiões de matriz africana na cidade.  

A produção audiovisual é dividida em seis episódios, que abordam o Ermo, que foi formado por negros no período após abolição da escravatura e até hoje a população é majoritariamente negra; as festas de Iemanjá como patrimônios imateriais de Guaíba; a tradicional carreata em homenagem a Ogum; a ancestralidade e a religião de matriz africana como ponto de cultura; e a prática da religiosidade em meio a natureza.

Os personagens que contam um pouco da história da religiosidade na cidade são os pais e mães de santo Edison, Líbia, Arlete, Lezia, Carmen e Aislan, que praticam diariamente as religiões de batuque, quimbanda, umbanda, candomblé nagô e angola.

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"A série documental foi produzida porque Guaíba não tem nenhum registro e documento que mostre a história desses cultos. Quero dar voz e visibilidade aos praticantes e seus ancestrais, porque estamos falando de cultos que são consideradas práticas marginais, não somente em Guaíba, mas também em todo o nosso país. Então é muito importante ter na nossa cidade algo que conte a história dos cultos, que mostre o quão lindo é o que eles cultuam", diz Camilla.

O Município está entre os que possuem mais adeptos a esses cultos no país, segundo censos do IBGE. Em 1991, a cidade ocupava o 31° lugar no ranking nacional e, em 2010, entre os mais de cinco mil municípios brasileiros, Guaíba se destaca e passa a ocupar o 11° lugar das cidades com mais praticantes deste segmento religioso.

Segundo Camilla, as contribuições das religiões de matriz africana para Guaíba também vão muito além das práticas religiosas. Elas cultuam com a natureza e cuidam do meio ambiente. Atraem turistas e movimentam a economia, além de prestar assistência social e estarem vinculadas na construção de identidade do Município.

"Infelizmente eles sofrem muito com o racismo e a intolerância, e somente desta forma, dando voz e visibilidade, que vamos lutar contra o preconceito. Temos celebrações consideradas patrimônio e monumentos religiosos em nossa cidade, mas pouco se fala nisso. Realmente a produção desta série é para entregar ao município algo que nunca foi feito, que é mostrar a realidade desses cultos e ao mesmo tempo salvaguardar essas histórias", complementa.

A série documental deve ser inscrita em festivais de produções audiovisuais, no Rio Grande do Sul e em outros estados do país, que requerem exclusividade, e posteriormente será exibido e disponibilizado para toda a comunidade guaibense.

 

Sobre orientação do professor Roberto Villar Belmonte, trabalho resultou em nota 10
Sob orientação do professor Roberto Villar Belmonte, trabalho resultou em nota 10

 

 

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