"Alívio" é a palavra que resumiu o sentimento das voluntárias do SOS Gatos da Colônia neste domingo (17), quando conseguiram resgatar o último gato de uma colônia em Guaíba. O "Black Label". Em quase dois anos, o projeto resgatou e atendeu cerca de 200 felinos que viviam no mato a céu aberto próximo da BR-116.
"Sentimos um alívio porque sabemos que eles não estão mais lá abandonados, querendo ou não aquele era um lugar de abandono. Eles não estavam seguros, volta e meia eles não apareciam, e fora as doenças. Eles viviam doentes", diz a assistente de qualidade Patrícia Wagner.
O borracheiro Osvaldo da Silva Coelho, conhecido carinhosamente de "seu Osvaldo", era o que cuidava dos animais há mais de sete anos, desde quando eram apenas 15. Começou a cuidar de 15, foi indo, se procriando e numa época começaram a deixarem mais no terreno. Chegou aos 200. Aos 64 anos, ele foi diagnosticado com melanoma (tipo mais grave de câncer de pele) estágio quatro em agosto de 2022, o que impossibilitou de continuar esse trabalho de carinho e atenção.
Então as voluntárias do SOS Gatos da Colônia assumiram o cuidado dos animais com pedido de adoção dos filhotes, adolescentes e adultos (sim, os adultos também merecem mudar de vida), de comidas, vermífugos e remédios anti-pulgas no Instagram. Além disto, elas pedem dinheiro nas redes sociais para castrações e tratamento veterinário de muitos que foram resgatados com problemas de saúde.
Aliás, o projeto não acabou. Ele continua arrecadando tampinhas de plástico, dinheiro, rações e areias para atender cerca de 20 gatos que seguem em tratamento.
"A sensação é de dever cumprido de aquilo que nos comprometemos, a gente sempre foi muito devagar e entendendo que não poderíamos meter os pés pelas mãos. Que a gente precisa dizer não para algumas coisas, para que a gente possa concluir nosso objetivo. E foi um sucesso. Foram mais de 200 gatos resgatados", afirma Patrícia.
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