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Guaíba tem predominação masculina no nome de suas quase 900 ruas. Apenas 29 homenageiam mulheres que deixaram sua história marcada na cidade, o que representa somente 3,2%. Outras denominações são de homens, árvores, passarinhos, santos, estados e cidades.
Dentre das que têm nomes femininos estão a de Neusa Brizola, Dona Lucy, Professora Rosa Perachi, avenida Dona Frutuosa, Elis Regina, Ana Terra, Dona Gertrudes e Viviane Fagundes Boeira.
O levantamento é da comissão da mulher advogada da OAB Guaíba. Para presidente Lauren Azambuja, parece que é um coisa muito simples, mas não, é muito simbólica. "A gente está tão acostumado com o machismo, com uma cultura referencial ao masculino, que a gente esquece que a mulher sempre foi deixada de lado. E a gente acaba não se dando conta que até em coisas simples, como nome de rua, nós conseguimos averiguar", expressa ela.
As advogadas estão no trabalho para capturar alguns nomes de mulheres que deixaram seu legado na cidade e agora podem receber esta simples homenagem. Na lista já estão quase 30, como as professoras Consuelo Lavieguerre, Carmen Alice Lavieguerre Rosa Jardim, Zilá Paiva Jardim, Maria Helena Lessa, advogada Jussara Brito, a esposa de Gomes Jardim Isabel Leonor, Loiva Zenker e a ex-primeira-dama Maura Gonçalves, a "Dona Maura" como era conhecida carinhosamente. Elas devem estregar esta lista para Câmara de Vereadores, responsável pela nomeação de vias públicas, ainda neste mês.
"Quando veio esta ideia do projeto, parei para pensar que faz todo sentido. São nas pequenas coisas que começam a mudar. Vamos começar pequenininho, que as pessoas vão aderindo às nossas ideias aos poucos. No sentido que elas vão aderindo, criando mais corpo, vai crescendo", complementa Lauren.
Essa atitude também acontece em outras cidades do Brasil. De acordo com demais veículos de comunicação, somente 15% das ruas de São Paulo homenageiam mulheres, mesmo número que uma pesquisa realizada em Portugal. Em Curitiba são 7,5%. E em Porto Alegre, reportagem de GaúchaZh conta que menos de 10% das praças tem nomes femininos, como a Marlova Firger e Elis Regina.