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Sabado, 16 de Maio de 2026

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Audiência pública dos moradores da Florida cobra respostas da prefeitura sobre a enchente

Moradores de demais bairros atingidos pela enchente também participaram da audiência pública

Audiência pública dos moradores da Florida cobra respostas da prefeitura sobre a enchente
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A Câmara de Vereadores Guaíba realizou na noite desta quarta-feira (7) a audiência pública dos moradores da Vila Elza e Florida sobre os danos da enchente que devastou grande parte de Guaíba e do Rio Grande do Sul, no começo de maio.

O engenheiro ambiental e membro da comissão de moradores Eduardo Raguse apresentou os diferentes fatores do alagamento que a chegou a atingir mais de 1 mil residências nos bairros da zona sul da cidade. Os diferentes fatos do alagamento foram a elevação do nível do Guaíba, a sobrecarga e localização do canal de macrodrenagem da zona sul e outras deficiências que impedem a drenagem da chuva local.

Segundo ele, o canal tem uma sobrecarga de vazão muito próxima das casas e que permite a entrega do Guaíba quando seu nível cresce. Na prática, a prefeitura criou uma zona de risco inexistente anteriormente, existem casas em risco estrutural e permanente risco de alagamento e grave problema de saneamento básico.

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"Nossa leitura é que se o sistema de drenagem fosse adequado provavelmente a parte inundada seria basicamente a da orla, cerca de 30 hectares e 250 casas. Mas, em função dos problemas de drenagem, estima que foram cem hectares inundados na infraestrutura de 1 mil casas", explicou.

Os moradores solicitam desassoreamento e limpeza do canal à céu aberto que passa atrás do bairro Florida, a limpeza de todo o sistema de drenagem, conserto ou substituição de bueiros e tubulações danificadas, recuperação adequada das ruas e um estudo para abertura de vertedouros para água extravasar em direção oposta às casas. Ou seja, a água seria direcionada a área verde que fica localizada ao lado do bairro Florida. Para Raguse, há ainda riscos devido as construções de loteamentos imobiliários que ultimamente causam alagamentos em diversas regiões da cidade.

Os moradores da Santa Rita, Cohab, Assentamento 19 de Setembro, Engenho, Alvorada e Ipê também participaram da audiência pública. Eles cobraram as respostas da prefeitura sobre as perguntas feitas nas últimas duas audiências públicas, que até então não tinham sido respondidas. Aliás, a advogada Rosane Foques acionou o Ministério Público para a prefeitura responder por crime de responsabilidade por não responder os questionamentos no prazo estabelecido em lei (30 dias).

O procurador-geral Alex Trindade disse que os questionamentos ainda não foram respondidos em função que a prefeitura no primeiro momento precisava atuar nos prazos do governo federal para captação de recursos. Conforme ele, Guaíba sem dúvida nenhuma será uma das cidades gaúchas que mais receberá verbas federais devido o número de projetos que foram enviados. Entre eles, da recuperação do asfalto da avenida Victor Scalco, no Loteamento do Engenho.

"Os primeiros 90 dias encerraram nesta semana, tivemos prazo para cumprir para termos condições que os nossos pedidos fossem atendidos. Passamos então essa fase e agora passaríamos também a responder os questionamentos das comunidades que foram atingidas, então vamos chegar aos seus representantes para que recebem em mãos essas devidas respostas", pontuou.

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