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Quinta-feira, 02 de Julho de 2026

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Caso Gabriel: jurados visitam localidade onde o corpo do jovem foi encontrado, em São Gabriel

Três policiais militares são acusados de matar o jovem guaibense em 2022, aos 18 anos

Caso Gabriel: jurados visitam localidade onde o corpo do jovem foi encontrado, em São Gabriel
Luiza Meirelles/TJRS
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O terceiro dia de julgamento do Caso Gabriel, nesta quarta-feira (1º), contou com a realização de uma inspeção judicial na localidade de Lava Pés, região do município de São Gabriel onde o corpo da vítima foi localizado em agosto de 2022. A diligência foi conduzida pela Juíza de Direito e Presidente do Júri, Liz Grachten, por volta das 20h. A magistrada autorizou a ida dos jurados ao local, solicitada pelas partes, por considerar que a visualização do ambiente de forma presencial seja essencial para a tomada de decisão do Conselho de Sentença ao final dos trabalhos. A inspeção foi acompanhada pelo Promotor de Justiça Eugênio Paes Amorim, representando a acusação, e pelo advogado Maurício Custódio, em nome da defesa dos réus.

Desde segunda (29), 15 testemunhas já foram ouvidas em Plenário no julgamento dos três policiais militares acusados de matar o jovem guaibense Gabriel Marques Cavalheiro, após uma abordagem feita ao jovem na noite do dia 12 de agosto. Ao longo desta quarta-feira, cinco pessoas foram ouvidas.

Entre as testemunhas, esteve o casal responsável pela propriedade onde Gabriel foi localizado sem vida. Ambos responderam a perguntas do Ministério Público e dos advogados sobre os dias que antecederam e sucederam o desaparecimento do jovem. Os dois ainda prestaram informações sobre possíveis funcionários que trabalharam na propriedade e pessoas que teriam frequentado o local.

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Em seguida, falou um homem conhecido de familiares da vítima, que relatou ter dado carona para Gabriel em ocasião diversa à época dos fatos. Foi perguntado à testemunha sobre o que ela sabia a respeito do vínculo do jovem com pessoas da comunidade e da conexão que Gabriel poderia ter com a localidade de Lava Pé.

A próxima testemunha ouvida foi o tenente da Brigada Militar, integrante do Conselho de Disciplina que apurou administrativamente o caso. Ele detalhou como o processo foi realizado internamente e falou sobre a relação entre o relatório produzido e a decisão da Corregedoria-Geral da BM para excluir ou não os três policiais do quadro do batalhão.

O major da Brigada Militar que, na época da morte, era o Capitão responsável pela região de São Gabriel, foi a última testemunha a depor. Ele também integrou o grupo que encontrou o corpo de Gabriel dentro do açude e participou da operação para retirá-lo da água. A testemunha respondeu questionamentos do Ministério Público e da defesa dos réus a respeito das diligências feitas enquanto conduzia a investigação e, ainda, sobre como ocorreu a etapa de buscas pela vítima, até encontrá-la sem vida.

Conforme os autos, Gabriel foi encontrado morto em um açude na localidade de Lava Pé, em 19 de agosto de 2022. Segundo a denúncia, o jovem foi abordado pelos policiais militares na noite do dia 12 de agosto, em razão do atendimento de uma ocorrência. De acordo com a acusação, a vítima teria sido agredida, colocada em uma viatura policial e, depois, encontrada já sem vida na região do açude.

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