Esta segunda-feira (8) foi marcada pela volta das aulas presencias obrigatórias em todas escolas do Rio Grande do Sul, depois de um ano e meio de atividades online e híbridas em virtude da pandemia de coronavírus. No Intituto Educacional Gomes Jardim, a escola mais antiga e uma das maiores de Guaíba, cerca de 1,2 mil estudantes retomaram ao ensino presencias nos três turnos.
A medida acontece depois que o estado emitiu decreto que obrigasse o ensino presenciais em todas instituições de ensino, nas esferas estadual e municipal, com medidas sanitárias. Será obrigatório o uso obrigatório de máscara, higienização constante das mãos, ambientes ventilação, medição de temperaturas e distanciamento de um metro entre os estudantes.
Para a orientadora educacional Clarissa Szadkoski, o retorno acontece ainda com muita inseguranças dos pais devido os alunos ainda não estarem completamente imunizados contra a covid-19.
"Tem pais com familiares com comorbidades, então eles relatam muito medo desse contato de crianças e adolescentes na escola por que não tem como evitar que eles estejam próximos um do outro. Até porque o estado não segue mais os protocolos antigos. Muitos pais e mães estão me procurando dizendo sobre o medo desse retorno, e esses adolescentes não tem muito a ideia de finitude, que antes de entrar para escola todos estão juntos, em grupos, tiram ás máscaras, se aproximam. Porque esse comportamento é do adolescente, e eles somente colocam as máscaras quando entram", disse
As salas de aulas estão voltando com o máximo 30 estudantes, sendo que três turmas da escola Gomes Jardim foram dividas devido o alto número de matriculados e a capacidade máxima permitidas.
"O que eu penso é que esse fosse o momento sim, mas não com todos juntos e que pudéssemos dividir em grupos as turmas. Acho que eles estariam mais seguros desta forma, então acho que, sim, poderia ter voltado mas não com as turmas cheias como está sendo nesse momento. A gente poderia dividir em dois grupos no mínimo, mas de acordo com as metragens da salas o que temos são 30 alunos por sala", concluiu Clarissa.
O corretor de imóveis Antonio Pokorski largou seu filho na escola até o portão que dá acesso às salas de aulas. Ele se diz favorável a esta retomada na educação básico devido o avanço na vacinação contra covid-19.
"Acho que super importante a convivência dos alunos, o digital não complementa nem substitui. Acho que esse período, de até um mês até o fim do ano letivo, é muito importante para retomar e alinhar para ano que vem. Esse ano não é um ano perdido, mas é uma nova maneira de trabalhar (remotamente). O que meu filho estava precisando era o momento mais físico, no qual esse momento vai proporcionar até para ter mais coragens para iniciar o ano que vem mais alinhado".
A normativa do estado assegura a permanência no regime híbrido ou remoto aos alunos que, por razões médicas comprovadas mediante a apresentação de atestado, não possam retornar integral ou parcialmente ao regime presencial.
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