A cadelinha Chispita entrou para a história nesta terça-feira (5) por ser a primeira pet a ser enterrada no Cemitério Municipal de Guaíba. Em abril, a prefeita Claudinha Jardim sancionou a lei que permite o sepultamento de cães e gatos junto a seus tutores no cemitério municipal.
Ela morreu nesta terça-feira aos 8 anos, após um quadro grave de piometra, uma doença uterina que afeta cadelas. Apesar da internação e de todos os esforços, o quadro evoluiu para sepse, uma infecção generalizada.
Para a tutora, Rafaela Pokorski, infelizmente muitas pessoas não sabem que essa é uma doença bastante silenciosa e, quando atinge o animal, pode se agravar rapidamente. A médica veterinária explicou que, para cadelas que ainda não foram castradas, o recomendável é realizar exames de imagem regularmente, já que muitas vezes elas não apresentam sintomas durante a evolução da doença.
Rafaela conta que Chispita não tinha muito contato com a família enterrada no jazigo, mas destaca que esse sepultamento representa um espaço pensado para dar dignidade a todos que fizeram parte da família.
O enterro foi autorizado mediante apresentação de laudo veterinário que atestou a causa do óbito, sendo realizada posteriormente a transferência. Pela lei, o sepultamento só é permitido com laudo veterinário comprovando que o animal não morreu em decorrência de doença capaz de contaminar o solo ou representar risco sanitário. Em casos como zoonoses e outras enfermidades transmissíveis, a legislação determina que o corpo do animal seja cremado, e não enterrado em cemitério.
O projeto de lei foi proposto pela vereadora Gabi Panazzolo (MDB), em abril. Ela reforça que a intenção da lei é “eternizar o amor pelos nossos pets” com segurança para a saúde pública.
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