Guaíba registrou mais três casos positivos de dengue nesta terça-feira (26). A cidade soma então quatro casos confirmados da doença desde o início do ano, sendo três considerados importados (transmitidos em outras localidade) e um autóctone, de acordo com boletim epidemiológico.
Segundo a Vigilância em Saúde, todos os pacientes diagnosticados com a doença estão bem, receberam o tratamento sintomático e não precisaram de hospitalização. São moradores dos bairros Alvorada, Centro, Fátima e Ermo.
A cidade ainda registra 1.141 focos do mosquito transmissor Aedes aegypti e pelo menos um caso suspeito da doença em todos os bairros da cidade. A maioria dos casos em investigação pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Estado do Rio Grande do Sul (Lacen) são dos bairros Santa Rita (6), Bom Fim (5), Nova Guaíba (5), Centro (4), Alvorada (3) e Pedras Brancas (3).
O coordenador da Vigilância em Saúde, Fábio da Costa, frisa que o principal fator para o combate ao mosquito é conscientização de cada pessoa, evitando águas paradas nos pátios, terrenos e em móveis abandonados pela população.
"É muito importante para combater o Aedes a concientização das pessoas. Não adianta apenas cobrar da prefeitura a limpeza urbana, que tem sido feita fortemente em relação a isto, mas notamos realmente que os problemas estão nos imóveis", expressa.
O órgão alertou os profissionais de saúde para o atendimento de pessoas que apresentam sintomas da doença, como febre, vômitos, exantema, artralgia, cefaléia, petéquias e leucopenia. Também pode ser considerado casos suspeito toda criança proveniente ou residente em uma área com transmissão da dengue com quadro febril agudo, usualmente entre dois e sete dias, e sem sinais e sintomas indicativos de outras doenças.
O Rio Grande do Sul entrou em alerta máximo de transmissão da doença causado pelo mosquito Aedes aegypti na última quarta-feira (20). O estado registra aproximadamente 13,8 mil casos positivos e Porto Alegre quase 1,6 mil contraídos no próprio município. A migração constante de trabalhadores entre Guaíba e a os municípios endêmicos, como a Capital, eleva os riscos de contaminação da doença.
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