A Marinha do Brasil concluiu o trabalho de reconstrução das escolas da rede estadual que foram atingidas pela enchente de maio, em Guaíba. A cerimônia de entrega ocorreu nesta segunda e terça-feira (5 e 6) nas escolas Ruy Coelho Gonçalves, Aglae Kehl e Ismael Chaves Barcellos, nos bairros Cohab e Loteamento do Engenho.
Os militares realizaram a limpeza dos locais e descarte de materiais destruídos pela cheia, e depois realizaram a pintura e o transporte de novos materiais escolares para mobiliar as escolas.
A Ismael Chaves Barcellos foi a mais devastada, o pátio ficou completamente danificado e as cheias causaram danos materiais nas salas de aula, na biblioteca e no refeitório. Em cerca de um mês, a empresa contratada pelo Instituto Jama terminou a obra para a escola voltar a atender presencialmente mais de 200 estudantes do 1º ao 5º ano do ensino fundamental. Eles estavam temporariamente em aulas remotas e na sede da Agência de Desenvolvimento Econômico e Social.
Os pequenos alunos homenagearam os militares, do Rio de Janeiro, com desenhos e cartas agradecendo pelos serviços prestados em prol da escola após a enchente que devastou grande parte do estado gaúcho.
A diretora Deisi Cristina Batista destacou que escola completará 64 anos de história em setembro, e ela não morreu. "Nós passamos por momentos muito difíceis, que se nós parar para conversar sobre isto a gente fica chorando o dia inteiro. Houve momentos que nós achamos que não voltaríamos, que a nossa escola tinha terminado. Parecia que não tinha luz no fim do túnel, mas graças a Deus e a construção de todos a gente pode estar neste momento", disse.
O evento contou a presença da secretária estadual adjunta de Educação, Stefanie Eskereski. "Aqui especificamente na escola Ismael nunca foi um dúvida nossa que ela voltaria, nós nunca tivemos dúvidas porque pensamos em todas as possibilidades. A escola seria reconstruída, ainda que nós tivéssemos do outro lado do Guaíba nós estávamos juntos buscando alternativas para atender. Apareceram tantos parceiros maravilhosos que fizeram as coisas serem muito mais rápidas que a gente podia imaginar", pontuou.
Segundo ela, 16 de 18 escolas da rede estadual retornam as atividades presenciais no Rio Grande do Sul até a segunda-feira da próxima semana. As práticas pedagógicas, porém, foram mantidas ao longo de toda a crise meteorológica por meio de modelos como revezamento, híbrido ou remoto.
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