Em situação de alerta, Guaíba voltou para bandeira vermelha no mapa preliminar do Distanciamento Controlado. A região, que abrange cidades da Carbonífera e Costa Doce, registrou aumento expressivo de 81% no número de hospitalizações por covid-19, passando de 16 para 29 pacientes, e aumentou em 20% o número de óbitos nos últimos sete dias (passando de 10 para 12 registros).
Os números não são diferentes em outras partes do Rio Grande do Sul. Das 21, 16 regiões estão em sinalização de risco alto para doença. Prefeituras e associações de municípios ainda podem recorrer da decisão, até domingo (14). Entre os indicadores monitorados pelo sistema de enfrentamento à pandemia, chamam a atenção a forte elevação no número de confirmados em leitos clínicos (+23%), o aumento nos registros de hospitalização (+32%) e também no número de óbitos (+16%). As internações em UTI se mantiveram estáveis (+1%).
A macrorregião Metropolitana também trouxe aumento nas internações em leitos clínicos, subindo para 521 registros (18% a mais que na apuração anterior), e aumento nas internações em UTI, que foi para 462 pacientes, aumento de 6%. Mesmo com essas elevações, a classificação de Guaíba em bandeira vermelha se deve à regra da salvaguarda, já que a média de leito livre para cada ocupado ficou em 0,60 na macrorregião e o indicador de hospitalizações por 100 mil habitantes passou para bandeira vermelha.
Com o feriado de Carnaval, o Gabinete de Crise chama a atenção para que os gaúchos sigam respeitando os protocolos, principalmente quanto à higienização constante das mãos, evitar aglomerações e o uso obrigatório de máscara em todas as bandeiras. “A segurança pública do Estado, em conjunto com os municípios, está pronta para agir de maneira preventiva, evitando aglomerações e festas clandestinas. Mas precisamos que a sociedade gaúcha contribua e siga tomando todos os cuidados necessários”, frisou o vice-governador e secretário da Segurança Pública, Ranolfo Vieira Júnior.
Importante lembrar que as festas de Carnaval estão proibidas, por não atenderem aos protocolos mínimos de segurança sanitária.
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