Os casos de coronavírus pioraram em grande parte do Rio Grande do Sul . O governador Eduardo Leite anunciou o novo mapa preliminar dos Distanciamento Controlado nesta sexta-feira (19), com 11 regiões em bandeira preta, que representa 68,4% da população gaúcha – mais de dois terços.. A de Guaíba, que abrange cidades da Costa Doce e Carbonífera, continua em sinalização vermelha, considerada de risco alto para a doença.
Leite destacou que o Estado vive o pior momento da pandemia, com recordes nos indicadores de internações. Ainda disse que pretende, independe da cor vermelha ou preta, publicar um decreto estadual sobre regras mais rígidas para o funcionamento do comércio, bares e restaurantes. Haverás suspensão geral de atividades entre 22h e 5h (não é toque de recolher), entre os dias 20 de fevereiro e 1º de março.
O número de internados em UTI por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) aumentou 20,3% no Estado entre as duas últimas quintas-feiras (977 para 1.175); de leitos clínicos disparou 44,2% e os de leitos de UTI com covid-19 aumentou 18,7%. Casos ativos reduziu 1,17% e o registros de óbitos pela doença ficou estável, de 363 para 365.
As regiões em bandeira preta nesta 42ª semana são Canoas, Capão da Canoa, Caxias do Sul, Erechim, Lajeado, Novo Hamburgo, Palmeira das Missões, Passo Fundo, Porto Alegre, Santa Cruz do Sul e Taquara.
Para o governador, esta situação crítica demanda ações mais fortes de restrições e de consciência da população e do conjunto de autoridades que, ao lado do governo do Estado, devem trabalhar para evitarem que este contágio acelere e vire algo que não consigamos mais controlar à tempo, como um colapso no sistema único de saúde.
- Posso afirmar, sem dúvida nenhuma, que é o pior momento que enfrentamos, e não imaginávamos que enfrentaríamos um momento como este depois das duas primeiras ondas que tivemos - destacou.
Guaíba
Quanto aos seus quatro indicadores regionais, Guaíba obteve as seguintes bandeiras: no de incidência (número de hospitalizações por covid-19 para cada 100 mil habitantes) a bandeira foi vermelha; no de projeção de óbitos foi preta; quanto à velocidade de avanço (hospitalizações confirmadas nos últimos 7 dias / hospitalizações confirmadas nos 7 dias anteriores) a bandeira também foi preta; e com relação ao estágio da evolução na região (ativos/recuperados) foi amarela.
O número de novos registros de hospitalizações por covid-19, nos últimos 7 dias, comparado com a semana anterior, apresentou um aumento de 81.2%, passando de 16 para 29. Quanto ao número de óbitos teve queda de 25.0%, de 12 para 9. A quantidade de internados em UTI por SRAG, comparado com a semana anterior, teve um acréscimo de 21.7%, de 23 para 28. No caso do número de internados em leitos clínico verifica-se estabilidade, de 11 para 11.
Para o número de internados em UTI confirmadas para Covid-19, a situação foi de um aumento de 16.7%, passando de 18 para 21.
De casos ativos observados na penúltima semana, comparado à anterior, houve queda de 11.3%, passando de 522 para 463, e, quanto aos casos recuperados nos 50 dias prévios à penúltima semana, comparado à anterior, registrou estabilidade (com variação de -1.7%), de 2291 para 2251. Com isso a razão entre as duas variáveis teve uma queda de 9.7%, passando de 0.23 para 0.21.
Com relação ao número de leitos de UTI livres para atender covid-19 no último dia, o quantitativo apresentou uma queda de 21.7%, passando de 23 para 18.
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