Servidores do quadro geral entraram em estado de greve na última sexta-feira (17). Em assembleia na sede do SindiGuaíba, no Parque 35, a categoria rejeitou duas propostas de reposição salarial da prefeitura de Guaíba: de 5,6% e vale-alimentação de R$ 600,00 e 6% e vale-alimentação de R$ 550,00, sendo que o valor atual é R$ 500,00.
A categoria apresentou a contraproposta final de reajuste salarial de 8% e o aumento no vale de R$ 765,00, valor que cobre o custo da cesta básica atualmente.
A presidente do SindiGuaíba, Taís Motta, destaca que a contraproposta leva em consideração a vultuosa arrecadação do Município que, como se sabe, está entre mais bem posicionados no Rio Grande do Sul, sendo também que apresentou superávit de R$ 41 milhões em 2022. Além dos mais, Guaíba figura entre as cidades com maior variação positiva de arrecadação do ICMS.
Os servidores expôs suas indignações com a gestão do prefeito Marcelo Maranata, com o investimento pesado em cargos de confiança e funções gratificadas, além da criação da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres, Família e Direitos Humanos que está sob comando a primeira-dama Deisi Maranata. Enquanto os servidores municipais no período da pandemia estiveram na linha frente, ou seja, foram um braço direito da prefeitura porque fazem a máquina pública funcionar.
Caso o governo não aceite a contraproposta, a categoria fará nova assembleia geral na quinta-feira (23) para discutir adesão à greve geral, com a paralisação de todos servidores do quadro geral, havendo manutenção somente dos 30% estabelecidos em lei.
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