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CORREÇÃO: Guaíba registrou caso de dengue importada em 2018, mas não autóctone, que essa sim não acontece desde 2016.
Três guaibenses foram infectados com dengue em 2020, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. Os casos são considerados como importados, ou seja, que foram contraídos fora de Guaíba.
Em levantamento realizado pela Prefeitura, foi mapeado, em 2020, 91 focos em diferentes bairros. Nos últimos dois anos e meio, 900 foram registrados. Não há caso de dengue autóctone (pessoas contaminadas dentro do município).
O Rio Grande do Sul já contabiliza mais de 2 mil casos neste ano. Segundo o jornal Zero Hora, os números dobraram entre 29 de dezembro de 2019 (início do calendário epidemiológico) e 21 de março de 2020, em comparação com igual intervalo do ano passado. O Estado já registra o período com o terceiro maior número de infectados dos últimos 10 anos, conforme dados do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs).
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Para Elisa de Menezes Teixeira, coordenadora e laboratarista da Vigilância Ambiental em Saúde de Guaíba, durante a quarentena os cuidados com a água parada devem ser redobrados. Neste período o risco de exposição à picada do mosquito aumenta. O motivo é que há maior permanência dos moradores nos imóveis, acompanhada de maior produção de resíduos domésticos (potes plásticos, cascas de ovos, tampinhas, sacos plásticos e outros).
- Nesses locais são encontrados focos do mosquito pelos agentes de saúde pública (durante as vistorias em residências), além de baldes e tonéis, onde os moradores costumam acumular água para aproveitar em plantas e pneus dispostos a céu aberto - explica ela
A previsão para o pico de ocorrência de doenças transmitidas por esse vetor é abril e maio. De acordo com Elisa, realmente, isso já vem se confirmando, visto que ainda observamos temperaturas altas, juntamente, com chuvas. São essas condições que favorecem o ciclo biológico do mosquito dentro dos depósitos de água parada.
No mês de março, o Ministério da Saúde já havia alertado à população que o aumento nos casos de doenças transmitidas pelo mosquito iria coincidir com a ocorrência de muitos outros casos de coronavírus e de influenza. Portanto, a população precisa continuar investindo tempo na eliminação e no tratamento dos depósitos de água parada, já que o SUS (Sistema Único de Saúde) e rede privada não comportarão tantos doentes ao mesmo tempo e com sintomas muito semelhantes (como febre, dor de garganta, mal estar e dificuldades respiratórias), confundindo não somente à médicos, mas também as pessoas.
- Se o cenário já parece ruim, temos certeza que ele pode piorar ainda mais caso a população não dê a sua parcela de contribuição. Não somente nos cuidados com o COVID-19 e Influenza, mas também evitando o acúmulo de água em diferentes tipos de depósitos e a falta de tratamento de piscinas, como tem sido observado, com frequência, em inúmeras residências da cidade - destaca a laboratarista
Como você pode contribuir para a prevenção das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti na cidade de Guaíba?
- Tampando caixas d'água, tonéis e latões;
- Escovando os bebedouros de animais, semanalmente;
- Guardando garrafas vazias com o gargalo para baixo;
- Guardando pneus em locais cobertos;
- Mantendo calhas desentupidas;
-Tratando, semanalmente, com água sanitária, os ralos, além da colocação de telas sobre eles;
Tratando, semanalmente e durante o ano todo, com cloro, as piscinas;
Tratando, semanalmente, com água sanitária, as bromélias a céu aberto;
- Retirando os pratinhos de vasos de plantas;
- Acondicionando o lixo doméstico em sacos plásticos e mantendo-os em lixeiras tampadas;
-Mantendo os pátios e demais ambientes domésticos livres de objetos inservíveis que possam acumular água.