É com o verde, que simboliza a natureza, que os novos desenhos do muro de trás da Escola Cônego Scherer, no Parque 35, deram uma nova cara para aquele lugar que estava sem tinta. Cerca de 17 grafiteiros se mobilizaram e acreditaram em transformar os fundos da instituição de ensino em manifestações artísticas através do splay. Eles, de várias cidades do Rio Grande do Sul e até mesmo de Santa Catarina, se dedicaram durante todo final de semana em Guaíba para dar uma nova aparência para rua São Paulo.
A mobilização partiu de Michel Biasebetti, de 31 anos, que há 12 se dedica a essa arte reconhecida entre as melhores do mundo. Segundo o portal UOL, é um tipo de manifestação artística surgida em Nova York, nos Estados Unidos, na década de 1970. Consiste em um movimento organizado nas artes plásticas, em que o artista cria uma linguagem intencional para interferir na cidade, aproveitando os espaços públicos da mesma para a crítica social.
Biasebetti entrou em contato com a direção da escola, explicou o seu objetivo de transformar aquele espaço em arte, e trazer uma galera com intenção de fazer essa pintura em conjunto nesse lugar que estava em situação de abandono.
Além de guaibenses, juntou artistas de Caxias do Sul, Sapucaia do Sul, Sapiranga e de Criciúma. Em uma quadra e meia desenharam os estilos próprios de cada um. Nas paredes encontram desenhos que lembram o estilo hip hop, principal movimento ligado ao grafite, e outros que mostram essas pichações vistas apenas como diversão para provocar as pessoas.
- Escolhemos o verde e trabalhamos alguma coisa que se refere a natureza, para ficar dentro de um contexto e uma neutralidade de fundo também - conta Biasebetti
Eles desenharam figuras que, em uma linguagem do hip hop, se chamam eles desenharam as figuras Big D, Agape, Ceaga, Flop, Tosko, Gute, Firma, Apa, Vitinho, Nerd, Herok, Olhos, Raco, Over e Gin.
Foi a primeira oportunidade para Kacia Ariele, de 22 anos, pintar um muro. Ela foi convidada por seu namorado em sair de Criciúma para largar seu costume de usar o pincel e caneta para se aventurar com o splay em Guaíba, há mais de 300km da cidade catarinense.
- Grafite é um amor, uma arte e um dom - destacou
Sua dedicação diária é mesmo ao artesanato, fabrica e comercializa mandalas e outros objetos que simbolizam o budismo. Ela tentou, em seu inédito trabalho nas paredes do Cônego, reunir imagens simbólicas dessa religião, também conhecida como uma filosofia, com essa maneira de pintar parede.
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