Em assembleia realizada na última quinta-feira (26), a comunidade da escola Ismael Chaves Barcellos votou por unanimidade contra a municipalização da instituição. A escola no Loteamento do Engenho, que atende atualmente 240 estudantes do 1º ao 6º ano do ensino fundamental, está para ser entregue ao Município apartir de 2024.
O motivo da municipalização seria que A Secretaria Estadual de Educação, União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (FAMURS) em conjunto estão pensando a educação pública de todas as cidades gaúchas, e o Plano Nacional de Educação, em 2014, estimulou prazo de 10 anos para as prefeitura municipais assumissem a administração das escolas de ensino fundamental.
A reunião contou com a presença de diversos estudantes, professores, funcionários, direção, pais e professores, e da secretária municipal de Educação, Magda Ramos, e da diretora do 34º Núcleo do Cpers Sindicato, Daniela Peretti.
Daniela reafirmou a defesa do patrimônio da escola estadual e a tentativa do governo Leite de entregar nossas escolas para os municípios. "Lutamos pela educação pública de qualidade e a escola Ismael é referência na qualidade, basta ver os índices do IDEB, superior ao resultado das escolas do município. Isso mostra a dedicação e o empenho de nossos professores e funcionários de escola, que mesmo sem valorização lutam por uma educação de qualidade", disse.
Conforme apuração do Repórter Guaibense, o prefeito Marcelo Maranata tem reunião marcada na Secretaria Estadual de Educação, em Porto Alegre, nos próximos dias para tratar sobre o assunto.
A diretora Cristine Notório Amaral afirma que ainda não tem nada definido, mas que a comunidade está caminhando para vencer essa batalha. "Ao longe desses 18 anos que estou na equipe diretiva construímos um trabalho sério, de resgate da comunidade, a parceria entre a família e a escola, alunos bem atendidos e felizes, e a nossa proposta sempre foi semear valores na educação. Conseguimos conquistar a comunidade, tanto que tem fila de espera, salas cheias de alunos e um trabalho sólido, respeitado e admirado. Neste momento nada disso foi levado em conta, o que importa para o governo é os índices e aplicar a lei, só que não foi visto de nenhuma forma o quanto a escola contribui para comunidade do Ipê, Engenho, Santa Rita e Cohab. Em nenhum momento foi pensado nessa situação, em que, municipalizando a escola descaracteriza todo esse trabalho de anos, descaracteriza um ensino de qualidade e nos deixa em uma situação vulnerável", defende ela.
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