A comunidade está pressionando a Unimed Porto Alegre diante de fechar o pronto atendimento de Guaíba. Representantes da prefeitura, entidades empresariais, sindicais e empresas estiveram reunidos na última terça-feira (23) para tomar providências contra o encerramento das atividades do grupo hospitalar depois de mais de 30 anos.
"Nos sentimos de certa forma traídos pela forma como ficamos sabendo. Temos 400 empregados que dependem do serviço”, destacou o gerente da empresa Rio do Sul, Paulo Roberto Oliveira. "Como é que a Unimed nos apronta uma coisa dessas?", reclamou o ex-prefeito e empresário Manoel Stringhini, proprietário da empresa Gaya que tem cerca de 300 funcionários.
O prefeito Marcelo Maranata também criticou o fato da Unimed não ter realizado o comunicado oficialmente ao executivo. "Temos diversas empresas querendo instalar-se na cidade. Como a Unimed faz isso conosco", questionou ressaltando que a prefeitura iniciou processo de concessão dos serviços de saúde do Hospital Regional com o grupo Vila Nova por 15 anos e que poderá atender a demanda da Unimed. O prefeito entende ser necessário manter o serviço da Unimed na cidade, pois muitas empresas e trabalhadores dependem dos seus serviços.
"Foi um equívoco da gestão da Unimed que está prejudicando toda uma região. Essa situação causa ansiedade na cidade e precisamos de uma resposta rápida”, disse ele, que desde que o Executivo soube do fechamento vem buscando reverter a situação.
Nesta quinta-feira houve outra reunião com prefeitura, alguns empresários e Unimed e o prefeito pediu 60 dias de prazo até encontrar uma solução. A Unimed ficou de levar a proposta ao Conselho de Administrativo.
Em nota, a Unimed Porto Alegre destacou que desde quando incorporou a singular Centro Sul, em 2010, foram realizados investimentos significativos e, em 2019, reestruturou a unidade assistencial de Guaiba com melhorias focadas no atendimento dos clientes da região. E que, apesar dos esforços nesse período, não foi possível manter a sustentabilidade da unidade. "Esta é uma decisão difícil, mas necessária diante do cenário macroeconômico, dos elevados custos da saúde em níveis nunca vistos no setor", disse
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