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Quinta-feira, 30 de Julho de 2026

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Escola Carlos de Moura e Cunha registra caso de racismo e estudantes protestam contra o preconceito

Protestantes carregavam cartazes contra o preconceito e colaram em diversos lugares da escola

Escola Carlos de Moura e Cunha registra caso de racismo e estudantes protestam contra o preconceito
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Estudantes e professores da escola estadual Carlos de Moura e Cunha protestaram em frente da instituição, na manhã desta segunda-feira (2), contra o racismo. A manifestação da comunidade do bairro Moradas da Colina ocorreu após episódio de discriminação racial contra um estudante do ensino médio, de 16 anos, na semana passada. Ele, que prefere não ser identificado, registrou o boletim de ocorrência na Polícia Civil devido o suspeito escrever em sua folha de caderno "seu preto de m**da, macaco espero que morra". 

Segundo o diretor, professor Cristiano Vianna, a escola também começou a fazer uma investigação interna para apurar o fato e identificar o autor, além de promover atividades de conscientização contra a discriminação racial. 

"O debate é no sentido que não pode ser somente um caso de racismo ou mais um caso de racismo, ainda mais dentro de uma escola, sendo que é um coisa gravíssima e um crime previsto em nossa legislação. Esconder isso para baixo do tapete, na minha concepção, é algo que enquanto educadores não podemos fazer. Temos que primeiro achar o culpado e puni-lo de maneira severa e, segundo, pegar esse fato e trabalhá-lo de forma didática com os nossos estudantes", diz.

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Os protestantes carregavam cartazes contra o preconceito e colaram em diversos lugares da escola para marcar o início da campanha na instituição de quase 1 mil estudantes matriculados nos turnos manhã, tarde e noite. A direção ainda pretende instalar mais câmeras de segurança para identificar a saída e entrada de pessoas e, conjuntamente com autoridades da segurança pública, trabalhar sobre as questões legais contra o racismo nas salas de aulas.

Além disto, buscará realizar diversos eventos contra essas atitudes discriminatórias que tem acontecidas também em diversas partes do nosso país. 

"É uma junção de indignação e ódio. Tem certas coisas que não precisávamos mais passar, não deveríamos mais estar afirmando e reafirmando que ser humano é ser humano. Ponto. Hoje temos que voltar no sentido de dizer que somos todos humanos, que devemos nos respeitar, e acho isso um absurdo em pleno século 21 ter que reforçar essas coisas. Aqui temos negros, brancos, pardos, gays, lésbicas e pessoas de todos os gêneros que convivem até então harmonicamente, e vem esse caso para de certa forma manchar essa escola reconhecida pela sua diversidade", complementa Vianna.

 

 

"Aqui temos negros, brancos, pardos, gays, lésbicas e pessoas de todos os gêneros que convivem até então harmonicamente, e vem esse caso para de certa forma manchar essa escola reconhecida pela sua diversidade"

Diretor escolar e professor Cristiano Vianna.

 

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