Escritores, poetas, professores, jornalistas, compositores e músicos se reuniram na manhã do último sábado (10) para a formação da Academia Guaibense de Letras. O encontro no espaço Sol Nascente, no centro de Guaíba, marca o começo da entidade que tem por objetivo o cultivo da língua portuguesa e a literatura brasileira.
Entre os acadêmicos estão os escritores Vera Salbego, Irlanda Gomes, Mário Terres, a historiadora Miriam Leão, os jornalistas Valmir Michelon e Pedro Molnar, as professoras de língua portuguesa Angela Rolla e Rejane Moreto e o advogado e professor Landro Oviedo.
Para o presidente, o escritor Estevão Machado, uma Academia de Letras torna-se necessária, mais que nunca, em tempos como os que vivemos, onde os vídeos curtos – padrão formato comunicativo nas redes sociais suplanta em grande vantagem – ou melhor dizendo – desvantagem os outros meios de consumo de arte comunicativa. Uma academia deve ser um templo do saber, mas com muros etéreos, onde o conhecimento produzido pelos seus membros afete positivamente a comunidade em que está inserida.
"Aqui trabalharemos muito tendo como senhor a Língua Portuguesa a serviço da beleza, da arte, do enriquecimento da alma humana, por isso a pluralidade de linguagens comunicativas são bem-vindas aqui: como a literatura, a música, a pintura, as artes cênicas e todas as demais formas de expressão", disse.
Os acadêmicos escolheram os patronos, homenageando personalidades que marcaram as letras e a cultura de Guaíba e do Brasil. Como a escritora Lya Luft, os jornalistas Romuldo Furtado, Valdir do Carmo, Carlos Nobre e Walter Galvani, poeta Oliveira Silveira, cantor e compositor José Cláudio Machado e o professor Renato Isquierdo.
"Não há cultura pior ou melhor que a outra, mas é justo que as pessoas, principalmente as nossas crianças conheçam de Bach a Emicida. De Amadis de Gaula a Braulio Bessa. E justo que os que foram obrigados, como os refugiados que vieram do Senegal, do Haiti, escolhendo uma vida nova no Brasil e que hoje trabalham em subempregos ou vendem mercadorias nas ruas, como acontece em nossa cidade, tenham a dignidade de falar de forma efetiva a língua portuguesa", concluiu Machado.
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