Dezenas de autoridades prestigiaram a solenidade de implementa do serviço de Família Acolhedora na tarde desta quinta-feira (8), no plenário da Câmara de Vereadores.
O Família Acolhedora é um dos serviços socioassistencias da Proteção Social Especial de Alta Complexidade, sendo uma das modalidades de medidas protetivas de crianças e adolescentes afastados do convívio familiar e comunitário. Visa que famílias acolhem esse público em situação de vulnerabilidade em um determinado período de tempo, que pode ultrapassar 18 meses.
A responsabilidade da família acolhedora é de prestar assistência social, educacional e de saúde, sendo acompanhada pelas equipes técnicas de forma semanal ou quinzenal. Os requisitos é ter mais de 25 anos, obter a concordância de todos os membros da família, residir no minímo há 24 meses na cidade e ter disponibilidade de tempo e demonstrar interesse em oferecer proteção e afeto às crianças e adolescentes.
O secretário de Assistência Social e Trabalho, Norberto Guimarães, destacou o trabalho dos conselhos da Criança e Adolescente e Assistência Social para finalização desse projeto que iniciou em julho do ano passado.
"O Família Acolhedora é um projeto que significa exatamente como deve funcionar as políticas públicas, um trabalho em conjunto e em equipe com todos setores de nossa sociedade. Foi um projeto que deu início aqui na Câmara [através da vereadora Carla Vargas], apresentado pela prefeitura, com apoio do Ministério Público, e apartir daí teve várias instâncias percorridas para pudéssemos chagar a esse momento", disse. "O projeto Família Acolhedora representa muito bem como deve funcionar a elaboração de qualquer política pública em nosso país, porque apartir do trabalho em conjunto ele é um trabalho que continuará sempre crescendo. E ninguém faz nada sozinho. É um projeto que vai ser uma ruptura no serviço de nossa cidade, dar um ganho gigantesco na qualidade de vida de nossas crianças e, principalmente, é um projeto que vai fazer que a nossa cidade seja mais uma vez exemplo de fazer o bem".
O promotora de Justiça, Ana Domingues, frisou que a grande maioria de crianças e adolescentes atendidas no serviço institucional da Guaíba são aqueles com perfil agravado ou alguma comorbidade ou, se não, uma dupla comorbidade.
"Essa é a nossa responsabilidade, e o município é obrigado sim a acolhermos e protegermos. Muito dessas crianças e adolescentes não tem a chance de ter essa vivência com a família acolhedora, então por isto, sim, nós vamos precisar manter nossa casa de acolhimento institucional de Guaíba porque muitos não terão o perfil adequado para participar desse serviço. Mas uma coisa tenho certeza: acho que nosso berçário vai deixar de existir, pois vamos ter um lar muito mais individualizado, com a proteção mais individualizada, com amor mais direcionado para aquela criança. Esse é o grande mérito do serviço Família Acolhedora", afirmou.
As inscrições podem serem feitas a partir da próxima segunda-feira (12), na sede da Secretaria Municipal de Assistência Social e Trabalho.
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