A greve dos professores da rede municipal completa 10 dias neste sábado (17). A categoria decretou "greve sanitária" após a Secretaria Municipal de Educação liberar o retorno das aulas presenciais em todas escolas de Guaíba depois de uma recomendação do Ministério Público. O ensino remoto continua sendo realizado.
O sindicato realizou entrevista coletiva com veículos de comunicação nesta semana. De acordo com a entidade, não há ainda protocolos sanitários necessários para o retorno seguro de alunos e professores além deles não estarem completamente imunizados contra covid-19. A segunda dose da vacina está agendada somente para agosto.
”É desumano e irresponsável voltarmos neste momento de inverno e no meio da pandemia, sem que todos estejamos vacinados”, comentou o presidente do sindicato Pablo Gomes.
Ele acredita que é no decorrer do chamamento dos professores para o ensino presencial, conforme o cronograma de retorno da prefeitura, que irão ter a noção da adesão a paralisação. Nesta semana começaram as atividades da educação infantil e anos iniciais e na próxima está agendada o início das aulas de ensino fundamental e de Educação de Jovens e Adultos (EJA).
"Ali que vamos saber mesmo o tamanho da greve mesmo", complementa.
O professor de História Bruno Silveira, da Rio Grande do Sul, diz que é notório que o retorno deverá acontecer ainda este ano, mas que neste momento há a preocupação de quem vai responsabilizar caso algum profissional testa positivo para doença no ambiente de trabalho. Que não há controle suficiente da pandemia.
- Tem uma série de fragilidades da maneira que está sendo colocada. A gente entende que quando mais tarde podermos retornar, principalmente depois do inverno e com a segunda dose garantida, seria outros termos de discussão para categoria não fazer uma greve. Nós não estamos fazendo greve por que não queremos trabalhar, continuaremos trabalhando [remotamente], mas ainda é insuficiente para ter a proteção dos trabalhadores nas comunidades que a gente atende.
Conforme a prefeitura de Guaíba, em nota divulgada no final de quinta-feira (15), das 31 instituições,18 escolas não aderiram a greve até o momento, já as outras 13 manifestaram que há profissionais em greve.
“Enquanto SME, sempre procuramos manter o diálogo aberto com o SPMG, atendendo todas as solicitações e demandas de reuniões. O dialogo tem acontecido desde o inicio da gestão, em inúmeras reuniões. Desde quando apresentado o comando de greve, no início da semana anterior, a SME já realizou reuniões com o comando, buscando negociações com a categoria”, diz a nota.
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