Guaíba registrou nesta semana mais três casos de dengue. A cidade soma 11 casos desde o início deste ano, sendo cinco autóctones e seis importados (transmitidos em outras localidades), e 56 ainda seguem em investigação pela Secretaria Municipal de Saúde.
Segundo a Vigilância em Saúde, as três pessoas infectadas com o mosquito Aedes aegypti apresentaram sintomas leves da doença sem necessidade de internação hospitalar.
O coordenador Fábio da Costa avalia que o surgimento de novos casos somente reforça a ideia que a dengue não tem necessariamente uma sazonalidade definida. "Obviamente no verão os casos acontecem mais porque favorece a proliferação do mosquito, mas no inverno a gente vive, sim, com esse ciclo do inseto que chega na fase adulta e transmite essa doença para as pessoas. Isto somente reforça a ideia que temos que ter enquanto cidadão de reforçar a questão de higienização dos pátios, de não ter água parada e entre outros cuidados. Não adianta né, o controle passa obrigatoriamente a nossa responsabilidade enquanto pessoas naquela procupação de cuidar de si e cuidar da coletividade", afirma.
Segundo Costa, ainda não entramos na época mais crítica, que seriam as épocas quentes e chuvosas, sendo que não tem como precisar o mês de maneira objetiva. "Isto vai depender como o clima vai entrar, então, como exemplo, se setembro for quente e úmido a tendência é antecipar esta sazonalidade. Por isto caso o inverno se estender um pouco mais a gente pode estar tratando de um pico mais grave em outubro e novembro. Mas de qualquer forma temos que tomar nossas medidas enquanto responsáveis pelas nossas casas para que não tenhamos água parada e consequentemente a criação de mosquito".
O boletim epidemiológico ainda calcula 159 casos notificados, sendo que 48 foram descartados, 43 não localizados e um inconclusivo em Guaíba. O Rio Grande do Sul ainda registra 65 óbitos em decorrência da doença e 55,9 mil casos confirmados em 453 dos 497 municípios, segundo o painel de casos de dengue do governo do Estado.
Sobre a dengue
É uma doença febril aguda, que pode apresentar um amplo espectro clínico: enquanto a maioria dos pacientes se recupera após evolução clínica leve e autolimitada, uma pequena parte progride para doença grave.
Todas as faixas etárias são igualmente suscetíveis à doença, porém, as pessoas mais velhas e aquelas que possuem doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, têm maior risco de evoluir para casos graves e outras complicações que podem levar à morte.
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