A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) está investigando um caso suspeito da variante delta em Guaíba. O paciente é um homem, de 81 anos, morador de um lar de idosos na zona sul da cidade que testou positivo para o coronavírus em 15 de julho. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, ele passa bem e sem necessidade de hospitalização.
O Rio Grande do Sul tem 11 confirmações da variante, em Canoas, Esteio, Gramado, Nova Bassano, Sapucaia do Sul e Santana do Livramento, e 34 identificados por sequenciamento parcial aguardando o resultado da análise.
De acordo com o especialista em saúde do Laboratório Central do Estado (Lacen/RS), Richard Steiner Salvato, os casos de delta já correspondem a 15% das amostras sequenciadas pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) na última semana, “demonstrando a rápida disseminação no Estado dessa variante de preocupação”. O Cevs tem analisado por volta de 200 amostras semanalmente.
O Cevs realiza, por meio do Lacen/RS e do CDCT, testes preliminares para a identificação desses casos suspeitos, incluindo sequenciamento parcial. As análises determinam se a amostra é uma provável variante de preocupação a partir da identificação de mutações específicas que são diferentes entre os tipos de vírus. Ao serem enviadas para a Fiocruz, as amostras passam por um sequenciamento genômico completo, que fornece detalhes do perfil de mutações e classifica com precisão a linhagem de cada amostra.
A delta, primeiramente identificada na Índia, é uma das chamadas “variantes de preocupação” (VOC, variants of concern na sigla em inglês), pois são variações que trazem alguma mudança no comportamento do vírus. A característica mais marcante, já comprovada cientificamente, é a maior transmissibilidade. Quanto à gravidade, ainda não há evidências de que a delta provoque uma doença mais ou menos agressiva em relação às outras linhagens.
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