Repórter Guaibense

Sabado, 16 de Maio de 2026

Notícias/Segurança

Denúncias no Conselho Tutelar triplicam após o caso da menina Kerollyn Ferreira, encontrada morta dentro de uma lixeira

A mãe é a principal suspeita pela morte da criança

Denúncias no Conselho Tutelar triplicam após o caso da menina Kerollyn Ferreira, encontrada morta dentro de uma lixeira
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O Conselho Tutelar concedeu entrevista para o Repórter Guaibense sobre o caso da menina Kerollyn Souza Ferreira, de nove anos, que foi encontrada morta dentro de um contêiner de lixo na última sexta-feira (9). A mãe da criança é a principal suspeita pela morte da criança e teve a prisão decretada pela justiça neste fim de semana.

O colegiado afirmou que o expediente é antigo mas ultimamente somente haviam algumas denúncias da comunidade, que foram verificadas. No último dia 2, a própria mãe teria acionado o plantão do Conselho Tutelar para atender a menina por estar em surto psicológico. Kerollyn ficou internada por dois dias no Hospital Nelson Cornetet e após orientada a ser atendida no Hospital Psiquiátrico São Pedro, em Porto Alegre, mas não foi.

Conforme uma conselheira, não havia nenhuma denúncia de maus-tratos por parte da mãe. "As ocorrências eram que a menina andava sozinha muito aos redores da sua casa e não tínhamos recebido nenhuma denúncia de maus-tratos", relata. 

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A conselheira destaca que o órgão não pode afastar uma criança do convívio familiar sem provas evidentes, principal motivo que o colegiado tem sido atacado na redes sociais. Em nota, o Conselho diz que acusações infundadas contra o órgão tutelar desqualifica um trabalho tão importante realizado na proteção absoluta e podem desviar a atenção dos reais fatores que levaram a essa tragédia. O Conselho Tutelar de Guaíba atua de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e com extremo comprometimento em proteger e garantir os direitos das crianças e adolescentes.

Os conselheiros ainda destacam que demanda triplicou após o caso da menina Kerollyn, atendendo denúncias de escolas e da comunidade em geral de maus-tratos e demais violações de direitos da criança e do adolescente. "A gente continua atendendo mesmo com o crescimento da demanda, estamos trabalhando com mesmo compromisso do Estatuto da Criança e do Adolescente e além do nosso horário. Mesmo sendo rechaçados pela sociedade, enquanto nós estivermos dentro do nosso mandato a gente vai seguir trabalhando. Estamos atuando como sempre atuamos, com excelência e comprometimento", disse.

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