Repórter Guaibense

Terça-feira, 26 de Maio de 2026

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Prédio abandonado da escola Otero Paiva Guimarães, na São Francisco, é alvo de furtos e depredações

Instituição já chegou a atender 1,2 mil estudantes

Prédio abandonado da escola Otero Paiva Guimarães, na São Francisco, é alvo de furtos e depredações
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A escola estadual Otero Paiva Guimarães está sem biblioteca, sala dos professores e laboratório de informática. Tudo é sala de aula. Essa história se repete há mais de cinco anos, desde a interdição do prédio anexo na vila São Francisco, zona oeste de Guaíba.

O prédio apresenta situação de precaridade, e ainda registra ocorrências de furtos e depredações nas madrugadas. Já furtaram mesas, cadeiras, portas, botijões de gás, todas as instalações elétricas, e até mesmo forros de pvc das salas de aula.

A instituição já chegou a atender 1,2 mil estudantes de turmas de ensino fundamental e médio, nos dois edifícios, mas atualmente conta com apenas 500 em seis salas de aula.

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"A nossa escola é de ensino médio, e nós não estamos conseguindo atender o ensino médio durante o dia porque não tem sala. É dever e obrigação do Estado estar com estudante de 16 anos dentro da sala de sala, mas não há onde colocar", afirma a diretora Loriane Rocha Prado.

Segundo ela, neste ano o número de turmas de 1º ano de anos iniciais reduziu de duas para uma, para conseguir atender a demanda do ensino médio, que é de obrigação do governo do Rio Grande do Sul. Ou seja, é função da Secretaria Municipal de Educação o oferecimento de vagas nos anos iniciais do fundamental.

"O ideal seria todos alunos, mas não temos espaço físico para isto. Não temos. Eles têm que ir para escola municipal mais perto [a Teotônio Virella, no Bom Fim], mas sabemos que a maioria é de vulnerabilidade social e não tem condições financeiras para pagar sequer uma passagem de ônibus", relata.

O presidente da Associação de Moradores da São Francisco, Sedenir da Silva, reclama que devido ao aumento de blocos habitacionais na região não houve investimentos na educação pública para atender novos moradores. "Está vindo mais população de fora de nossa cidade, e nada de implementação de nossas salas de aula. Então a nossa procupação é muito grande, porque essa escola atende Nova Guaíba, Vera Cruz e São Francisco. Não estamos falando de meia dúzia de crianças", aponta.

 


O que diz o Estado

A chefe da 12ª Coordenadoria Regional de Educação, Claudete Oliveira, destaca que a vila São Francisco tem uma escola autorizada para o funcionamento do ensino médio e, dentro da perspectiva que o ensino médio é de responsabilidade do Estado, o ensino médio está atendido. 

Ela diz que o Conselho Estadual de Educação prevê 1m20cm por aluno dentro da sala de aula, então toda as salas tem uma capacidade. E no Otero Paiva Guimarães, salvo neste ano que ainda não há o levantamento de turmas devido o período de matrículas, não há superlotação.

Então, o resto é turma de ensino fundamental, sendo de obrigação da Prefeitura. "Nosso projeto era de trazer todo médio para o diurno. A gente, em conversação com o Município e pela nossa responsabilidade com a educação pública, a gente somente trouxe o primeiro ano do médio para poder deixar uma sala para o primeiro do fundamental. A gente pode fazer uma sessão de uso para a Secretaria de Educação, por quantos anos quiserem, para reformar o prédio anexo e passar todo o ensino fundamental para aquele prédio. Essa é a proposta que está na mesa", destaca a coordenadora.

Ela ainda conta que, sim, há um processo de obras na escola Otero Paiva Guimarães. Mas não é prioridade. Aliás, a prioridade é a escola estadual Nossa Senhora do Livramento, na vila São Jorge, interditada deste 2017, que deve entrar em fase de reforma para atender os estudantes em condições ideais ainda em 2023.

"A prioridade de Guaíba hoje é a escola Livramento pois os alunos não estão dentro do espaço, eles tão acampados para terem aula. O que não ocorre no Otero, porque o ensino médio está atendido. Se tem um número excedente de alunos, é mais uma preocupação do poder público municipal do que nós", finaliza.

 

O que diz o Município

A secretária de Educação, Magda Ramos, defende que para haver sessão de uso teria que ser de toda a escola, mas que o Estado tem ainda o interesse de fornecer as turmas de ensino médio durante o dia. 

"Então aquela parte de trás, no qual já visitamos, realmente é um prédio grande mas que precisa de toda uma reforma elétrica e de vários outras questões. Neste momento, estamos neste ano colocando todas as nossas forças no Albino Hackmann, no Itororó, pensando nessas escolas. Então não temos para este ano plano para escola Otero, até porque não vamos ter pernas e braços, dinheiro e projeto".

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