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Quarta-feira, 27 de Maio de 2026

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Prefeitura de Guaíba apresenta como vai funcionar o Centro Integrado ao Autista, no prédio da escola Frederico Linck

Encontro foi coordenado pela vice-prefeita Claudinha Jardim

Prefeitura de Guaíba apresenta como vai funcionar o Centro Integrado ao Autista, no prédio da escola Frederico Linck
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A Prefeitura de Guaíba apresentou na manhã desta quarta-feira (21), no auditório do Ministério Público, como vai funcionar o Centro Integrado de Atendimento ao Autista. O serviço tem objetivo de promover inclusão social, escolar e familiar das pessoas com Transtorno Espectro Autista (TEA) por meio de avaliação diagnóstica e intervenção terapêutica individualizada e/ou grupo familiar.

Os atendimentos serão para crianças e adolescentes entre 2 e 14 anos incompletos com diagnóstico fechado, e os acima de 14 anos terão grupos de fortalecimento de vínculos para algumas construções como inserção no mercado trabalho. 

Indicadores apontam aumento de 70 para 223 estudantes com TEA nas escolas municipais de Guaíba, entre 2019 e 2023, que representa 218,5%.

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A previsão é que o serviço comece ainda neste ano com uma equipe multidisciplinar das secretarias de Saúde, Assistência Social e Educação no prédio que atualmente funciona a escola Frederick Link, no Centro, que recentemente foi municipalizada pelo governo no Rio Grande do Sul. A estrutura conta com 13 consultórios, para atendimento de neurologista, nutricionista, médico psiquiatra, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional, sala de terapia ocupacional e espaço específico para Associação Guaibense de Autistas (AGE).

O encontro foi coordenado pela vice-prefeita Claudinha Jardim, que falou sobre a importância do desenvolvimento do centro e como ele auxiliará a população autista de Guaíba: "Nossa cidade está caminhando para ser cada vez mais inclusiva para todos e, nessa direção, pensamos no centro de atendimento ao autista de forma integrada e intersetorial. Não apenas com ações de educação, mas também de assistência social e saúde. Queremos, com tudo isso, promover respeito. Respeito às famílias, às particularidades do espectro e à rotina das crianças e jovens autistas. Queremos prepará-los para o mercado de trabalho e, ao mesmo tempo, acolher e centralizar os cuidados em um só lugar."

Autista e atleta paraolímpico, Yago Gomes de Souza, esteve acompanhado de seu pai, Neide Luis Cunha de Souza, que falou sobre a experiência da parentalidade de crianças e jovens autistas: "Buscamos vários tipos de tratamento em várias especialidades e sempre obtivemos apoio. Sabemos da questão da verbalização, em que a verdade é que verbalizar é uma coisa e ter a habilidade de falar é outra. Imaginem como era lidar com essas questões há vinte e sete anos atrás. Isso melhorou muito no momento em que aceitamos e buscamos conhecer e entender o autismo."

O responsável pelo programa de diversidade, equidade e inclusão da América Latina na TK Elevators, Renan Anger, palestrou sobre o papel das empresas e da sociedade no combate ao preconceito: "A 'cura' para a 'doença' do preconceito é, acima de tudo, o respeito. Cabe a nós, como seres humanos, parar de nos colocarmos acima dos outros e, a partir disso, trabalhar em nossas virtudes para incluir a todos."

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