Professores da rede municipal de Guaíba protestaram em frente da prefeitura, na manhã desta quarta-feira (22), reivindicando o piso salarial que não foi pago pelo segundo ano consecutivo. A categoria desde o início de 2020 luta pelo recebimento piso nacional do magistério, de 12,4%.
Eles usavam roupas pretas, como símbolo de luta pela valorização profissional dos educadores, e carregavam placas e cartazes para que o prefeito Marcelo Maranata e a vice-prefeita Claudinha Jardim comprimissem a promessa da campanha eleitoral de pagar o piso estabelecido pelo governo federal.
Para o secretário do sindicato, Mateus Ranzan, os professores sempre buscaram entregar aos alunos e alunas um ensino de qualidade e que a prefeitura retribui negando seus direitos e todos compromissos firmados durante a campanha eleitoral.
- Eles fizeram entrevistas conosco e hoje eles viram às costas, e mais uma vez vemos governantes virando às costas para a educação. Acho importante e bonito todos estarem unidos aqui hoje para reivindicarem esse direito e a prefeitura tem esse compromisso com os educadores e educadoras de Guaíba - disse.
Depois de uma reunião com a entidade sindical, Maranata esteve na manifestação e admitiu que não o poder público não tem como fazer a reposição salarial no momento: "Fizemos uma reunião com o sindicato para entender e ouvir vocês, sempre com diálogo aberto e franco com cada professor. É pacífico entre nós que que a reposição geral anual neste momento não é possível".
Ele expressou que toda uma equipe técnica está fazendo análise do Fundo Nacional de Educação Básica (FUNDEB) para ver todo recurso que irá sobrar para realizar o pagamento do reajuste salarial.
- Eu pedi para que todos professores recebesse o piso, inclusive mandei pagar o de 26 que não receberam no governo anterior. E neste momento é pacífico que a Lei Complementar 173 [que limita gastos do poder público durante a pandemia] nos impede de fazer esta reposição. Assim que tivermos esse números apresentados pelo jurídico nós vamos estar se reunindo novamente com a categoria - concluiu.
Os professores marcaram paralisação geral para esta quarta-feira, sem atividades presenciais e online nas escolas públicas, e uma nova assembleia foi marcada para sexta-feira (24), no parque esportivo Ruy Coelho Gonçalves, para decidirem novos rumos do estado de greve.
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