Professores da rede municipal de ensino realizaram assembleia geral, na tarde desta quarta-feira (15), na sede do SindiGuaíba. A categoria reivindica ao governo do prefeito Marcelo Maranata o reajuste de 14,9% do piso nacional do magistério de 2023 e o índice de aproximadamente 30% do ano passado, em todos os níveis.
A categoria também reivindica vale alimentação de R$ 1.200,00 e co-participação nos planos de saúde para professores ativos e aposentados.
"Até às duas horas da tarde de hoje ouvimos que o governo continua calculando a proposta, e ouvimos isso desde que o prefeito entrou na prefeitura em janeiro de 2021. E assim ele vai nos enrolando. A gente quer o que é nosso de direito", afirmou a presidente do Sindicato dos Professores Municipais de Guaíba, Rosângela Hein.
A sindicalista Valesca Gomes calcula que agora, com 14,95% do piso nacional assinado pelo ministro da Educação Camilo Santana, em janeiro, os professores tem 45,35% de devasagem do salário. A porcentagem representa R$ 735,00 a menos para profissionais do nível 1, R$ 1.103,75 para nível 2 e R$ 1.250,11 para o nível 3.
"Acho que ninguém deve abrir mão desse valor, que é um valor significante", disse.
Os professores ainda marcaram paralisação geral em todas as escolas da rede municipal no dia 27 de fevereiro, primeira segunda-feira de aulas das turmas de educação infantil e ensino fundamental. "Vamos estarmos juntos para fazermos uma manifestação significativa, para que o prefeito nos ouça", conclui Rosângela.
Em contato com a reportagem, o secretário de Governo Ernani Chacrinha confirmou que a prefeitura municipal ainda não tem uma posição oficial sobre o pagamento para os professores.
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