Professores e servidores quadro geral protestaram na frente da prefeitura, nesta quinta-feira (16), em mais um dia de negociação do reajuste salarial.
Na última sexta (10), professores da rede municipal rejeitaram a proposta de reajuste salarial e vale-alimentação de 5,6% e anunciaram greve geral que teve início na quarta, 15. O magistério cobra o reajuste de 14,95% do piso nacional, com os retroativos de janeiro e fevereiro de R$ 300,00 no vale-alimentação. Ontem, a proposta da prefeitura foi de 6,0% de reajuste nos salários e um vale alimentação de R$ 550,00 ou 5,6% reposição e um vale alimentação de R$ 600,00.
Conforme a presidente do SindiGuaíba, Tais Lima Motta, durante a reunião que envolveu o Sindicato dos Professores e dos Servidores, o prefeito Marcelo Maranata fechou as portas para novas negociações e disse que voltaria a negociação somente em setembro quando irá avaliar situação do quadrimestre. A presidente do Sindicato dos professores Rosangela Heim criticou a postura do prefeito que fechou as negociações. “Não vamos aceitar esse autoritarismo de fechar as negociações, pois não nos apresentou números para provar que não possa pagar um reajuste maior. Estamos dispostos a negociar”, comentou.
Em assembleia na tarde de quinta, os professores decidiram continuar com a greve por tempo indeterminado. Os servidores fazem assembleia nesta sexta, às 18h30min, no SindiGuaíba para avaliar o rumo do movimento. Na quinta, os servidores também pararam e se uniram aos professores.
Maranata gravou vídeo nas redes sociais. Ele disse que todos os professores recebem salário em dia, e que nenhum recebe menos que o piso nacional. "Não posso ficar refém de sindicato. Eu gostaria muito de dar aumento não somente para os professores, mas para todos os servidores da saúde, as merendeiras, o vigilantes, todos servidores, mas o resultado seria descumprir a lei de responsabilidade fiscal. Como prefeito respondo ao Tribunal de Contas se descumprir essa lei, além disso precisamos pensar em outros investimentos, em saúde, asfalto, iluminação pública e até mesmo em educação", disse.
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