Em assembleia na tarde desta terça-feira (28) na Assermiba, no Parque 35, os professores rejeitaram a nova proposta de reajuste e decidiram manter a greve por tempo indeterminado. O governo do prefeito Marcelo Maranata propôs reajuste de 6% e R$ 600,00 no vale-alimentação por matrícula ou R$ 700,00 por cpf.
A greve nas escolas municipais completou 15 dias. A categoria reinvidica o pagamento do piso salarial dos professores, de 14,95%, com os retroativos de janeiro e fevereiro, e R$ 300,00 no vale-alimentação.
A decisão aconteceu depois da reunião com o prefeito Marcelo Maranata e demais representantes da prefeitura. A presidente do Sindicato dos Professores Municipais de Guaíba, Rosângela Heim, avalia que foi uma reunião difícil devido o governo oferecer o mesmo reajuste que já teria oferecido para a categoria.
"Ele continua brigando com a categoria, desrespeitando a categoria. Mesmo com esse aumento ele chega ao limite prudencial de 49%, e ele pode ir a 51%, então o governo poderia dar um reajuste melhor para nós. Então decidimos manter a greve por tempo indeterminado e esperar uma nova reunião com o prefeito para uma nova negociação", diz.
Os professores participam da sessão da Câmara de Vereadores nesta terça-feira (28), que pode ser votado a proposta de reajuste de 5,6% para todos os servidores públicos da cidade.
Rosângela avalia os 15 dias de paralisação geral da categoria como um movimento muito grande, que nunca teria acontecido na história da cidade. "A gente está recebendo o apoio do pais, que estão nos apoiando, e inclusive eles vão entrar com uma ação popular contra o prefeito. A categoria está muito unida e decidida, e claro que tem os contratados que estão trabalhando. Hoje na reunião foi ventilado a possibilidade de cortar o ponto, mas mesmo com corte do ponto os professores decidiram em continuar a greve", afirma.
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