Há quase dois meses à frente da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade, Paula Parolli concedeu entrevista ao Repórter Guaibense e destacou o que pretende fazer nos próximos quatro anos. Ela fala da atualização do Plano Diretor, que orienta o desenvolvimento urbano da cidade, o programa de resiliência climática e habitação social.
"Temos como foco a reforma do nosso Plano Diretor, e com isso vem a questão de conseguirmos implantar o que chamo de Plano Diretor Digital, dando mais agilidade aos processos e trazendo modernidade para a gestão da nossa secretaria", disse.
Ela adianta que os servidores responsáveis estão trabalhando na minuta do termo de referência que já existia, do cotidiano e das necessidades de atualização e modernização dos serviços, mas é preciso agora cruzar todos os dados com o impacto social e ambiental do projeto macro, que é o Programa de Resiliência às Mudanças Climáticas. O programa contempla uma série de intervenções estratégicas, como a execução de obras de macrodrenagem, construção de diques, implementação da cidade industrial, revitalização da orla, construção resiliente de novas vias de acesso, sistemas de alerta, programa de capacitação em gestão de riscos e apoio à população vulnerável.
A secretaria também atende às políticas de habitação, dos programas federais 'Minha Casa, Minha Vida' e 'Compra Assistida' (direcionada às famílias vítimas da enchente do ano passado). Há projetos de construção de 408 unidades habitacionais do 'Minha Casa, Minha Vida', contemplando famílias em situação de vulnerabilidade social que vivem em áreas de risco. O projeto de construção de 40 kits casa, de uma iniciativa solidária liderada pelo ex-lutador Rodrigo Minotauro e financiada pelo empresário Luciano Hang, depende ainda de todos os serviços de infraestrutura, como drenagem, elétrica e rede de água. "O processo está em andamento para ocorrer de maneira muito rápida", afirma Paula.
Ela também reforça que a cidade já avançou muito em políticas públicas para regularização fundiária, mais de 3 mil lotes foram regularizados nos últimos anos, e ainda há outros pontos da cidade que dependem desse processo. Há ainda o projeto de interesse social direcionado aos apartamentos do Ruy Coelho Gonçalves, na Cohab, onde famílias perderam seus documentos na enchente do ano passado e nunca tiveram a titularidade dos imóveis.
Ela espera que daqui a quatro anos a cidade esteja mais preparada para eventos climáticos, com uma população de autoestima muito melhor, uma cidade mais organizada, com obras em todos os lados já concluídas. "Acredito que vamos avançar muito mais na infraestrutura urbana, mas agora temos que ter um cuidado muito especial com a geração de emprego e renda com um novo distrito industrial", afirma. Para ela, é um desafio voltar a ocupar uma cadeira no poder público depois de tantos anos. "Eu vinha trabalhando muito forte na iniciativa privada, com a vida organizada, e é um desafio. O que me movimentou é realmente essa transformação que a cidade está passando, e a possibilidade de poder contribuir positivamente para o desenvolvimento de Guaíba", finaliza.
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