Dezenas de servidores públicos e professores realizaram manifestação na praça Gastão Leão, no centro de Guaíba, no final da tarde desta quarta-feira (12). As duas categorias se uniram em reinvindicação da revisão anual do funcionalismo e pagamento do piso salarial dos profissionais da rede municipal.
Os manifestantes ainda cobraram transparência no novo organograma do governo do prefeito Marcelo Maranata, protocolado nesta quarta-feira na Câmara de Vereadores. Para o servidor Guilherme Schneider, existe falta de transparência dos gestores na reforma administrativa, e os servidores temem o impacto que a criação de novos cargos e secretarias possa ter sobre a folha de pagamento do funcionalismo público, e que isso se transforme em desculpa para não permitir uma reposição salarial dos funcionários de carreira.
- Não há publicidade dos atos da prefeitura, o que é um dos princípios da administração pública. O prefeito não conversa com o servidores públicos para dar publicidade dessa reforma administrativa, no sentido de criação de cargos e funções gratificadas e do impacto financeiro das novas secretarias, o que pode refletir sobre nossa folha de pagamento que pode novamente servir como desculpa para não nos dar a reposição da inflação e o piso para os professores - disse ele.
Os manifestantes ainda destacaram a não validade mais da lei complementar 173, que limitava os gastos públicos devido a pandemia, motivo que a prefeitura não realizou o pagamento da revisão anual e do piso magistério no último ano.
- Esse é um ato simbólico, pois conseguimos a união dos dois sindicatos para assim nos fortalecer e tentar resistir a esses ataques contra os funcionários de carreira - expressou Schneider.
Segundo o representante do Sindicato dos Professores, Gabriel Maleiro, esse movimento entre os dois sindicatos está crescendo devido a falta de diálogo entre o poder executivo e os próprios funcionários:
- Esse movimento que dar recados para eles. O recado que tem que dar, primeiro, é que os sindicatos dos professores e do quadro geral não participam do executivo e, sim, atuam e lutam em defesa da valorização de nossas categorias. Segundo, a população tem que saber que somos a última defesa dela no serviço público pois nós, servidores, somos concursados. Não servimos à políticos, a gente serve ao público - defendeu.

"A população tem que saber que somos a última defesa dela no serviço público pois nós, servidores, somos concursados. Não servimos à políticos, a gente serve ao público"
Gabriel Maleiro, do Sindicato dos Professores Municipais de Guaíba
O que diz a prefeitura
Sobre o ato realizado na tarde de hoje por um grupo de servidores em protesto à reforma administrativa e em reivindicação à reajustes salariais decorrentes do piso nacional do magistério e do índice inflacionário, o Executivo Municipal reafirma seu respeito à democracia e às manifestações das categorias. No entanto, recebe com surpresa a realização do ato considerando que mantém as portas abertas para os sindicatos e que está disposto a construir soluções em conjunto para atender as demandas das categorias dos servidores municipais e dos professores. A Prefeitura de Guaíba informa, inclusive, que estão agendadas reuniões com as direções do Sindicato dos Municipários de Guaíba e do Sindicato dos Professores do Município de Guaíba na quinta-feira (13) para tratar destas questões.
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