Repórter Guaibense

Quarta-feira, 10 de Junho de 2026

Notícias/Economia e Trabalho

TKE se torna a primeira fabricante de elevadores no Brasil a integrar o gás biometano na operação

Em parceria com a Ultragaz, iniciativa sustentável reduz em até 95% as emissões de CO₂ no processo industrial e consolida liderança em descarbonização no setor de mobilidade

TKE se torna a primeira fabricante de elevadores no Brasil a integrar o gás biometano na operação
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A TK Elevator (TKE), líder global em soluções de transporte vertical e mobilidade urbana, anuncia um marco importante para o setor industrial ao se tornar a primeira fabricante de elevadores no Brasil a integrar o gás biometano na operação de manufatura da companhia, em Guaíba. A iniciativa, realizada em parceria estratégica com a Ultragaz, responsável pelo desenvolvimento e entrega da solução completa, incluindo a central de abastecimento e logística da fonte energética, reafirma o posicionamento da TKE como referência em descarbonização industrial e inovação sustentável no setor. 

A migração para o biocombustível com potencial de redução nas emissões de carbono em 99% permitirá à companhia zerar as emissões fósseis no processo de pintura, uma das etapas mais críticas em termos de pegada de carbono e impacto ambiental na manufatura. Com a adoção do biometano, a TK Elevator estima uma redução de aproximadamente 95% das emissões de CO₂ associadas a essa atividade, em comparação com os níveis registrados em 2024. 

"Mais do que a substituição de uma fonte de energia, o projeto representa uma mudança estrutural na forma como conduzimos nossas operações, demonstrando que é possível aliar competitividade, eficiência operacional e uma redução significativa dos impactos ambientais", afirma Matheus Segat, Head de Manufatura da TK Elevator. “O biometano tem um papel cada vez mais relevante na agenda de descarbonização da indústria. A parceria com a TK Elevator reforça nosso compromisso de oferecer soluções energéticas alinhadas aos desafios da transição energética e de apoiar empresas que buscam reduzir suas emissões por meio de alternativas renováveis e competitivas", afirma Erik Trench, Diretor de Gases Renováveis da Ultragaz. 

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Para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, a TKE adotou diferentes estratégias e iniciativas de forma integrada. A trajetória de descarbonização teve início com a adoção de energia renovável por meio dos I-RECs (International Renewable Energy Certificates), garantindo que 100% da eletricidade consumida em toda a operação tenha origem renovável. 

A adoção do biometano ampliou o processo iniciado com a mudança da frota da fábrica para empilhadeiras 100% elétricas e, agora, estendido à linha de pintura, processo essencial para a proteção e acabamento de componentes utilizados na fabricação de elevadores.  

A TKE estima consumir 180 mil metros cúbicos de biometano por ano em sua linha de produção de elevadores. A implementação do biocombustível envolveu a instalação de uma central de biometano em parceria com a Ultragaz, além da realização de adaptações na infraestrutura e nos sistemas da linha de pintura, garantindo uma operação eficiente e segura. O combustível renovável é produzido a partir do biogás captado em aterros sanitários, que passa por processos de purificação até se transformar em biometano. No Rio Grande do Sul, a FEPAM - Fundação Estadual de Proteção Ambiental, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente e Infraestrutura do Estado é responsável pelo licenciamento dos aterros privados.  

A transição energética contribui diretamente para o cumprimento das metas ambientais globais estabelecidas pela companhia, que incluem reduzir em 53% as emissões de gases de efeito estufa até 2030 (em comparação com o ano-base de 2019). Na manufatura de Guaíba, a TKE já alcançou uma redução superior a 50%, passando de 1.400 toneladas de CO₂ em 2019 para 600 toneladas anuais em 2024. Com o início do uso do biometano e das demais ações de redução do consumo de GLP, a estimativa da empresa é atingir uma redução de aproximadamente 95% das emissões em 2027. 

Para Segat, oO diferencial do uso do biometano deverá gerar impactos positivos tanto do ponto de vista ambiental quanto para os negócios da companhia. “Os elevadores são parte fundamental da infraestrutura das cidades e estão presentes no nosso dia a dia. Por isso, quando conseguimos reduzir o impacto ambiental associado à fabricação dos nossos produtos, estamos contribuindo também para uma cadeia da construção civil mais sustentável e preparada para os desafios do futuro”, conclui. 

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