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Dezenas de fãs e amigos do cantor e compositor Belchior prestigiaram o tributo pelos cinco anos de seu falecimento no espaço cultural Sol Nascente, no centro de Guaíba, na sexta-feira (29). O cantor Jackson Brasil e convidados interpretaram clássicos do músico como ‘Velha roupa colorida’ e ‘Como nossos pais’. Ele morreu em 30 de abril de 2017, em Santa Cruz do Sul, sendo enterrado na sua terra natal: Sobral, no Ceará.
A passagem por Guaíba foi resgatada pelo advogado Jorge Cabral, que o hospedou em 2013 na localidade da Serrinha, um dos pontos mais altos de Guaíba, e escreveu o livro “Belchior: A História Que A Biografia Não Vai Contar”. A obra virá filme que vem sendo desenvolvido por produtora de Porto Alegre.
"As músicas dele são permeadas de filosofia e, trazendo para nossa linguagem portuguesa, são de intertextualização. São frases de poetas, frases deixadas que ele amplia o significado e o sentido da vida. Ele era um profeta.", relatou o escritor que também participou do tributo.
Um dos membros do chamado Pessoal do Ceará, que inclui Fagner, Ednardo, Amelinha e outros, Belchior foi um dos primeiros cantores de MPB do nordeste brasileiro a fazer sucesso internacional, em meados da década de 1970. Seu álbum Alucinação, de 1976, produzido por Marco Mazzola, é considerado por vários críticos musicais como um dos mais revolucionários da história da MPB, e um dos mais importantes de todos os tempos para a música brasileira.
Belchior ganhou o primeiro lugar no IV Festival Universitário de 1971 com a música "Hora do Almoço", interpretada por Jorginho Telles e Jorge Neri. Entre os seus maiores sucessos estão "Apenas um Rapaz Latino-Americano", "Como Nossos Pais", "Mucuripe" e "Divina Comédia Humana".
"Ele entrou como ídolo na minha casa e saiu como amigo. O Brasil não conhece Belchior ainda. Ele não era somente um cantor nordestino, ele era um homem filósofo que falava cinco idiomas. Segundo professores, o homem que mais entendia de latim no Brasil. Talvez as gerações futuras vão saber mais quem foi Belchior", disse Cabral.