A 31ª edição da Feira do Livro de Guaíba encerrou depois de uma semana repleta de atrações na Rua Serafim Silva, no Centro, neste domingo (21). Milhares de pessoas visitaram os 10 estandes de livreiros do Rio Grande do Sul e assistiram peças de teatros, rodas de conversas, sessão de autógrafos e contação de histórias nos últimos sete dias.
O roda de conversa com escritores guaibenses, da Academia Guaibense de Letras (AGL), e o bate-papo com o escritor, jornalista e patrono do evento Juremir Machado marcaram a programação neste final de semana, além das apresentações da banda Pequena Serenata e peça teatral Hospital-Bazar do grupo Realejo EnCena.
"Fazer feiras do livro é algo muito relevante. O livro mesmo no auge da literatura, quando não existia outras tecnologias, nunca foi lido por todo mundo. O livro sempre foi lido por uma parte da população, então é preciso continuar plantando essa semente. Tenho a convicção que o livro não vai desaparecer, ele sempre vai ter um lugar na vida das pessoas. Livro em papel, livro eletrônico, o formato pode mudar, mas o essencial vai continuar que é contar história. E nós adultos somos que nem as crianças, adoramos histórias", disse Machado.
Ele respondeu como foi escrever Acordei Negro, livro no qual o jornalista utiliza seu lugar de fala de homem branco para medir as limitações que o racismo impõe à sua própria maneira de ver o mundo:
"Às vezes me pergunto se tenho o direito de escrever sobre isto, na medida que sou branco, que não tenho o lugar de fala sobre isto. Mas acho que tem o lugar de fala que tem certa legitimidade que é o lugar de fala do humano. Somos todos humanos antes de tudo, e no combate ao racismo devemos ser todos aliados".
Os escritores da Academia Guaibense de Letras apresentaram seus trabalhos literários no sábado à tarde. Entre eles, Valdivino Rodrigues, Irlanda Gomes, Estevão Machado, Vera Salbego, Mário Terres, Michele Azambuja e Liana Tonelotto.
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