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Segunda-feira, 25 de Maio de 2026

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Após mulher morrer atropelada, comunidade protesta e cobra redutores de velocidade no Jardim dos Lagos

O ato também teve a instalação da borboleta no asfalto, da Fundação Thiago Gonzaga

Após mulher morrer atropelada, comunidade protesta e cobra redutores de velocidade no Jardim dos Lagos
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Familiares, amigos e vizinhos da empregada doméstica Andréia Barbosa, de 47 anos, protestaram na tarde deste sábado (2) no Jardim de Lagos. Ela foi morta após colidir com um carro em alta velocidade na avenida Poncho Verde na última terça-feira (28).

Protestantes pediam justiça no caso, que a polícia pune o condutor do veículo com pena máxima, e que a prefeitura municipal instale redutores de velocidade na via como forma de prevenir mais acidentes no trânsito. O atropelamento ocorreu exatamente no trecho onde há quase seis anos tem placa de quebra-molas que não existem no local, cerca de 40 metros da escola Zilá Paiva Rodrigues Jardim e próximo da de educação infantil Waina Maria Alencastro.

 - A Andréia não vai voltar mais, não vai voltar, mas todas as pessoas que estão aqui são moradores daqui. Que não aconteçam com eles. O que der para evitar, vamos evitar, podia ser alguém da sua família. Eu chorei na segunda-feira por uma notícia que eu vi, lá de não sei a onde, de um avô que foi atropelado e na terça-feira chorei de novo pela morte de irmã. Nosso sentimento e dor ninguém vai tirar, mas queremos que ninguém mais daqui da comunidade sofra - disse a irmã da vítima, Adriane Barbosa.

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O ato também teve a instalação da borboleta no asfalto, da Fundação Thiago Gonzaga, que homenageia vítimas do trânsito. A ação integra o projeto “Borboletas pela Vida”, uma campanha silenciosa que atinge diretamente os motoristas, caroneiros, ciclistas e pedestres.  Desde 2004, as borboletas “voam” para alertar a população sobre a gravidade e abrangência dos acidentes de trânsito em nosso país.

- Naquela borboleta está meu sangue e, como sempre disse, sempre me solidarizei por todas as borboletas que eu vi em vários lugares. Não só em Guaíba, mas em vários lugares que viajamos. E eu sempre fiquei triste, e agora ali é o meu sangue. Mas que não esteja o sangue de mais ninguém por coisas que a gente possa mudar - complementou Andriane.

 

 

O prefeito Marcelo Maranata esteve no ato. O morador do bairro Otaviano Ramires disse a ele que a Câmara de Vereadores há muito tempo apresentou protocolos para a instalação desses redutores de velocidade e que nunca foram atendidos pelo poder público:

 - O quebra-mola foi pedido por vários anos, vai para o executivo e ele não o executa. Isso aqui é uma pista de corrida. Eu só te peço Maranata, porque também perdi um filho de 29 anos, que isto não se repita para outras tragédias. Pelo amor de Deus prefeito, que isto não venha a se lamentar e chorar de novo. Eu peço respeito pelo município de Guaíba, que o senhor a partir de segunda-feira pense naqueles protocolos que estão lá, aqueles pedidos que estão em seu gabinete. Que outras Andréias não venham a morrer, amanhã pode ser qualquer um de nós que possa cair aqui e morrer.

 

 

Maranata reconheceu que o município tem errado muito, e em muitos bairros. "Reconhecemos que tem muito a melhorar, nós tínhamos muito para falar das dificuldades e a maneira no qual assumimos em janeiro mas nada vai aliviar a dor, nada vai tirar esse sofrimento e sentimento de angústia, de querer justiça. Eu sei que o coração está muito dolorido, machucado. Não poderia como gestor do município, nas responsabilidades que tenho, assumi isto perante a comunidade e dizer que vou fazer tudo o que eu poder fazer para poder resolver isto aqui", disse.

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