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Segunda-feira, 25 de Maio de 2026

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Ausência e recusa de moradores dificultam trabalho do Censo do IBGE em Guaíba

Coleta de dados deve terminar em 31 de outubro em todo o país

Ausência e recusa de moradores dificultam trabalho do Censo do IBGE em Guaíba
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Desde 1º de agosto, recenseadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) visitam todos os domicílios do país para o mapeamento da população brasileira. Cinquenta e sete trabalham em cada bairro de Guaíba, batendo de porta a porta, na busca das coletas de dados para o Censo 2022, que deve terminar em 31 de outubro.

A agente censitária municipal e advogada Diana Vargas apresentou o trabalho dos primeiros 53 dias, nesta terça-feira (21), durante sessão plenária na Câmara Municipal de Vereadores. Segundo ela, Guaíba está medindo esforços para que o Censo acabe na data estipulada, mas há a dificuldade de receptividade de moradores.

"Não existe Censo sem recenseador e não existe Censo sem morador, sendo peças fundamentais. Se não tem um e não tem outro não conseguimos fazer a coleta de dados", disse.

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A dificuldade é que muitos recusam responder o questionário. Havendo recusas o supervisor vai a residência do morador, a gerente do posto de coleta é acionada para o atendimento e, em último caso, é entregue a folha de recusa que aborda a obrigatoriamente de responder o questionamento de acordo com a lei federal. Fora disso, existe também a questão do morador ausente no momento da visita do recenseador.

"A gente sabe que existe uma expectativa do município em relação ao número da população, não é só uma questão dos poderes públicos, mas os próprios moradores falam desse número [de 100 mil]. A gente não pode dizer uma prévia, nós não temos uma prévia ainda. Nós trabalhamos com fechamento de setor, 178 setores da cidade deverão serem fechados até 31 de outubro, e 95% deve ser concluído para podermos fechar o setor, mas não estamos conseguindo chegar nesses 95 porque há locais que tem recusas e ausência de moradores", afirmou Diana. "Se a população não se concientizar disso, que estamos fazendo um trabalho que é para própria comunidade, porque ultrapassando esse número desejado vai trazer qualidade de vida para o morador, para o bairro daquele morador e desenvolvimento para o município, em educação, saúde, estrutura, cultura..".

No Censo 2022, há dois tipos de questionário: o básico, com 26 quesitos, leva em torno de 5 minutos para ser respondido. Já o questionário ampliado, com 77 perguntas e respondido por cerca de 11% dos domicílios, leva cerca de 16 minutos.

O questionário básico traz os seguintes blocos de perguntas: identificação do domicílio, informações sobre moradores, características do domicílio, identificação étnico-racial, registro civil, educação, rendimento do responsável pelo domicílio, mortalidade. Já o questionário da amostra, além dos blocos contidos no questionário básico, investiga também: trabalho, rendimento, nupcialidade, núcleo familiar, fecundidade, religião ou culto, pessoas com deficiência, migração interna e internacional, deslocamento para estudo, deslocamento para trabalho e autismo.

O Censo brasileiro é uma das maiores operações censitárias do mundo. No auge da operação, em torno de 183 mil recenseadores irão de porta em porta em todos os 5.570 municípios do país. Ao todo, são 452.246 setores censitários urbanos e rurais, 5.972 localidades quilombolas, 624 terras indígenas, 11.400 aglomerados subnormais e 5.778 grupamentos indígenas.

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