O coordenadora da 12ª Coordenadoria Regional de Educação, Claudete Oliveira, esteve na Câmara de Vereadores nesta terça-feira (7) prestando esclarecimentos sobre o curso técnico de Celulose e Papel que está com incrições suspensas na escola Gomes Jardim, no centro de Guaíba. A burocracia entre governo do Rio Grande do Sul e a indústria CMPC está trancando o processo seletivo para ingresso do curso que é considerado um dos mais concorridos da cidade.
"O que está acontecendo nesse momento é que o jurídico da Secretaria Estadual de Educação está realizando os trâmites para renovar essa parceria dentro do programa Escola Melhor, Sociedade Melhor. Não tem como manter nos parâmetros que eram na última atualização desse contrato [em 2008] porque as legislações mudaram de lá para cá", explicou Claudete.
Segundo ela, depois de diversas reuniões na própria escola e com autoridades em Porto Alegre, há assim o interesse do Estado em permanecer com o curso e fazer que isto ocorra o mais rápido possível.
O impasse é de que forma será realizada o pagamento dos professores, também funcionários da empresa, que anteriormente era diretamente de responsabilidade da própria CMPC. As opções são por meio da Conselho de Pais e Mestres (CPM) da instituição ou até mesmo, como sugerido pelo vereador João Caldas (PT), pelo sindicato dos trabalhadores de celulose e papel.
"Há agora um preocupação muito grande com as questões trabalhistas e o vínculo que isso possa criar ou que já poderia ter criado. É atualização mesmo desta parceria pedagógica", apontou a coordenadora.
As inscrições para os cursos técnicos nas escolas Solon Tavares (diversos cursos na área de informática), Augusto Meyer (eletrônica) e Gomes Jardim (administração) foram encerradas recentemente.
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