Quase dois meses do começo da campanha nacional de imunização, Guaíba ainda registra baixa procura da vacina contra gripe. São 37.395 pessoas aptas para protegerem contra a Influenza A (H1N1), Influenza A (H3N2) e a Influenza B., entretanto, apenas 18.836 se vacinaram até segunda-feira (28), ou seja, 49% do total.
Os deficientes permanentes é o grupo que tem o menor índice de procura, apenas 1,40% foram vacinados até agora. Crianças são 65,85%, gestantes 58,7%, idosos 52,2% e trabalhadores da saúde 75,3%. Ainda podem serem imunizados puérperas, indígenas, professores, caminhoneiros, força de segurança e salvamento e trabalhadores de transportes e portuários.
Esta pouca procura envolve diversos fatores. De acordo com o secretário-adjunto de Saúde, Josias da Conceição, é que a população está dando prioridade na vacina contra o covid-19.
"Já ouvi relatos de pessoas que somente vão tomar a vacina após a segunda dose contra covid-19. Por exemplo, a Coronavac tem intervalo de 28 dias e a Pfizer e Astrazenica são 12 semanas. Então muito dessas pessoas estão dando prioridade a vacina da covid", conta.
Ele entende que outros motivos seriam o tempo entre a primeira e a segunda dose, que é de 14 dias, e a diminuição de imunizantes contra gripe entregues pelo governo estadual aos munícipios gaúchos.
Dia 15 de julho a campanha será estendida para o público-geral. Conceição acredita no aumento da procura pela vacina da gripe, até por que até lá uma boa quantidade da população estará imunizada contra covid-19, e outras pessoas, que estavam somente aguardando a segunda dose, também terão segurança para tomarem a vacina contra influenza.
Em Guaíba a imunização acontece em sete locais: nos postos da Columbia City, Cohab, Vila Iolanda e Centro, Estratégia de Saúde da Família (ESF) da Primavera e Nova Guaíba e na Policlínica. O horário é das 8h às 11h30 e das 13h às 16h30min.
No Rio Grande do Sul há meta de 90% do público-alvo
O Rio Grande do Sul busca alcançar a meta de vacinar 90% da população estimada nos grupos prioritários, de 5 milhões de pessoas. O público menos vacinado é o de idosos que até agora com 50,7%.
“Em anos anteriores tivemos casos de internações, complicações e até óbitos, por isto é necessário que as pessoas estejam imunizadas” explica a enfermeira do Núcleo Estadual de Imunizações, do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), Eliese Denardi Cesar. Ela destaca que as pessoas dos grupos de risco são mais vulneráveis a complicações decorrentes da gripe. A vacina diminui as internações pela doença e, portanto, evita sobrecarga de atendimentos. “Se pensarmos o quanto a pandemia de covid-19 está sobrecarregando o sistema de saúde, procuraríamos a vacinação, tanto contra o vírus da influenza como para o coronavírus e outras doenças preveníveis pelo calendário de vacinação”. Se a população estiver imunizada, diminui a ocupação de leitos no sistema hospitalar.
De acordo com dados do painel da Campanha de Vacinação Contra a Influenza do Ministério da Saúde,, a menor cobertura registrada continua sendo entre os idosos gaúchos, seguidos das gestantes e trabalhadores de saúde. O grupo de puérperas alcançou com 58,8% do público-alvo e de crianças de zero a seis anos chegou a 61%. A população indígena foi a mais vacinada até hoje, alcançando o maior percentual de cobertura, com 78, 8% de imunização.
Vacinação contra a gripe x covid-19
A recomendação é um intervalo mínimo de 14 dias entre a aplicação da vacina contra a Covid-19 e a vacina contra a gripe. Deve-se priorizar a vacinação contra a Covid. Se a pessoa apresentar sinais de infecção por Covid-19, deve adiar a vacinação até a recuperação clínica total e, pelo menos, quatro semanas após o início dos sintomas.
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