Professores, ex-diretoras e alunos da escola Vovó Flor deram um abraço simbólico ao prédio abandonado da entidade, no centro de Guaíba, no final de tarde desta quarta-feira (24). Eles pedem agilidade no processo de doação do terreno abandonado para prefeitura reformar dois prédios com capacidade para atender cerca de 400 crianças da rede pública municipal.
O prédio da Associação de Proteção à Infância (API), que atendia crianças em vulnerabilidade social desde 1938, foi interditado pelo Corpo de Bombeiros em 2018 e o atendimento para essa comunidade passou para duas casas que atualmente estão alugadas pela prefeitura no Loteamento no Engenho. E com uma preocupação: o proprietário de um imóvel solicitou a casa até o fim de 2021.
A presidente Carliana Uranga diz que há três anos familiares do ex-prefeito João Salvador Jardim tentam doar esse terreno para o poder público sendo que deve exclusivamente continuar sendo para projetos voltados à educação. O processo foi engavetado no ano passado que resultou em uma carta cortando o contrato e as tratativas com o antigo governo [do ex-prefeito José Sperotto] que, segundo ela, não teve interesse em receber a área.
"Eu perante a lei estou a aposentada há quatro anos, mas somente estarei aposentada perante a lei de Deus quando a Vovó Flor voltar para cá. Então tenho esse compromisso. A aclamação dos professores, ex-professores, pais e da família Jardim é que a prefeitura receba diretamente a doação para rapidamente o espaço, após reformado, volte a acolher a Vovó Flor na casa legítima dela para sempre", disse.
O laudo técnico da Secretaria de Meio Ambiente, Planejamento e Gestão Territorial aponta que os dois prédios possuem necessitam de reforma devido rachaduras na estrutura para que futuramente retome o atendimento para crianças com a devida segurança.
O prefeito Marcelo Maranata esteve no abraço simbólico e exaltou que o projeto de doação ao terreno está quase pronto para ser em encaminhado para votação na Câmara de Vereadores ainda este ano, para que posteriormente seja reformado e e retomado o atendimento para os estudantes da escola Vovó Flor.
"Eu sei da emergencialidade que a gente está vivendo nas escolas e as dificuldades que essa está enfrentando. É uma agilidade que a gente está tendo. Quero deixar aqui meu compromisso na certeza que estamos fazendo o melhor para as pessoas que mais precisam", disse
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