Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰
Após dois meses da microexplosão na zona norte de Guaíba, a empresa vencedora da licitação do governo do Estado iniciou as obras da escola Carmen Alice Lavieguerre (Ciep) nesta segunda-feira (21). A N Construções será a responsável pela reconstrução do telhado totalmente demolido pelos ventos que chegaram a até 150 km/h na noite de 17 de janeiro.
A construtora espera concluir as obras do telhado, do pórtico de entrada da escola, substituir algumas telhas do ginásio e dos prédios dos fundos em até 60 dias.
Segundo o diretor da empresa, Milton Lux, em função da demora de três meses no processo licitatório e da ordem de início dos trabalhos, houveram outros danos na estrutura do prédio neste período que não estavam no contrato e que devem acarretar a um novo processo licitatório.
"É bastante coisa destruída, e o mais incrível é que a parte externa do colégio não tinha um caco de telha. O vento veio e trouxe tudo para dentro do pátio do colégio. É inacreditável. Nunca tinha visto isso não", disse.
A escola atendia antes da tragédia 200 alunos que foram transferidos para a escola Aglae Kehl, na Cohab, e 600 de educação infantil até o terceiro ano que ocupavam as salas devido a falta de espaço da escola Santa Rita, uma das maiores instituições da rede municipal de Guaíba.
A diretora Carla Salazar expressa que está contente com a rapidez do trabalho realizado pelo governo do Estado e a construtora, e que espera o mais rápido possível para estudantes voltarem a frequentar esse ambiente escolar.
"Queremos que em dois meses pelo menos a primeira etapa esteja concluída para retomarmos nossos trabalhos nesta escola com os nossos alunos. Não que não estejamos bem acomodados no Aglae, que nos receberam com a maior receptividade, mas nada como estar em nossa casa para acomodar esses alunos", diz ela.
O investimento é de R$ 480 mil, custeado pelo governo do Rio Grande do Sul, para a primeira fase do prédio que existe há quase 30 anos na comunidade.
