Repórter Guaibense

Quarta-feira, 07 de Outubro de 2026

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Empreendimento de Guaíba aposta na produção artesanal de microverdes

Cultivados em pequena escala, sem aplicação de agrotóxicos e colhidos poucos dias após a germinação, microverdes aproximam agricultura urbana, gastronomia e alimentação fresca

Empreendimento de Guaíba aposta na produção artesanal de microverdes
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Pequenos no tamanho, mas marcantes nas cores, sabores e texturas, os microverdes começam a ganhar espaço entre consumidores e profissionais da gastronomia. A produção desse tipo de alimento deu origem à Verde Realejo, empreendimento do casal Isaque Conceição e Aline Helena Elingen que é dedicado ao cultivo artesanal de plantas jovens para consumo.

A produção é realizada integralmente em Guaíba, em ambiente protegido e controlado. As plantas são acompanhadas desde a semeadura até a colheita, em um processo de pequena escala e sem aplicação de agrotóxicos. Microverdes são plantas jovens de hortaliças, ervas e outras espécies comestíveis, colhidas em uma fase inicial do desenvolvimento, poucos dias após a germinação. O período de cultivo varia de acordo com a espécie e as condições de produção.

Atualmente, a Verde Realejo trabalha com variedades como Rabanete Ganga, Mostarda Nayana, Rúcula Surya, Couve Mahara, Beterraba Shankar e Girassol, além de diferentes combinações de mixes. Cada variedade apresenta características próprias de sabor, textura e aparência. Há espécies com sabores mais picantes, suaves ou terrosos, além de diferentes tonalidades de verde e caules avermelhados.

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Embora os microverdes sejam frequentemente associados à apresentação de pratos em restaurantes, o produto pode ser utilizado de diferentes formas na alimentação cotidiana. Pode acompanhar saladas, arroz e feijão, sanduíches, omeletes, massas, carnes e risotos, entre outras preparações.

O interesse pelos microverdes também está relacionado às suas características nutricionais. Um estudo realizado por pesquisadores ligados ao Agricultural Research Service, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, analisou 25 variedades e identificou concentrações de vitaminas e carotenoides que variam de acordo com a espécie. No Brasil, a Embrapa também desenvolve pesquisas relacionadas ao cultivo e às características dos microverdes.

Apesar de serem frequentemente classificados como “superalimentos”, a Verde Realejo prefere apresentar o produto de forma mais simples: como um alimento fresco que pode fazer parte da rotina alimentar. Outro aspecto do empreendimento é a proximidade entre produção e consumidor. Os microverdes são cultivados em Guaíba e a colheita é planejada de acordo com a demanda, buscando reduzir o intervalo entre a produção e o consumo.

A proposta está relacionada ao conceito de circuitos curtos de comercialização e à agricultura urbana e periurbana, que utiliza espaços próximos aos centros consumidores para produzir alimentos frescos.

A Verde Realejo comercializa os produtos diretamente ao consumidor, participa de feiras e também busca aproximar os microverdes da gastronomia local, apresentando variedades e possibilidades de utilização a restaurantes e profissionais da cozinha.

O processo de produção envolve uma série de testes e observações. Quantidade de sementes, densidade de plantio, umidade, ventilação, luminosidade, período de germinação e momento adequado para a colheita são alguns dos fatores que precisam ser acompanhados.

Pequenas alterações nas condições de cultivo podem modificar o desenvolvimento de uma bandeja. Esse caráter experimental faz parte da rotina do empreendimento, que segue testando variedades e formas de produção.

Os primeiros lotes comercializados tiveram receptividade entre os consumidores, com algumas produções chegando a esgotar. A experiência também levou a empresa a ampliar o contato com a gastronomia local.

Além da produção, a participação em feiras de produtores de Guaíba tem sido uma das formas de apresentar os microverdes ao público. Para muitos consumidores, o primeiro contato com o produto acontece justamente nesses espaços.

A Verde Realejo pretende ampliar a produção sem abandonar características presentes desde o início do projeto: cultivo local, pequena escala, acompanhamento artesanal e proximidade com o consumidor. A proposta é inserir os microverdes em uma rotina de consumo que vá além da utilização como elemento decorativo em pratos, valorizando também a produção de alimentos frescos dentro do próprio município.

Verde Realejo
Produção: microverdes frescos e mixes
Localização: Guaíba/RS
Cultivo: artesanal, em pequena escala e sem aplicação de agrotóxicos
Variedades: Rabanete Ganga, Mostarda Nayana, Rúcula Surya, Couve Mahara, Beterraba Shankar e Girassol
Comercialização: venda direta, feiras e gastronomia
Instagram: @verderealejo
Contato: (51) 98248-0785

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