Cerca de 15 funcionários da antiga empresa terceirizada de coleta de lixo em Guaíba ainda não receberam salários. A Eco Verde iniciou o serviço de caminhão de lixo em junho deste ano e a prefeitura suspendeu o contrato emergencial, em novembro, devido o não cumprimento das obrigações contratuais e trabalhistas.
A Eco Verde tem sede em Vila Maria, cidade de aproximadamente 5 mil habitantes no noroeste gaúcho, e presta também serviços em outras do interior do Rio Grande do Sul, como Serafina Correa, São Borja e Giruá.
O funcionário Cenildo Martins Soares, de 31 anos, relata a empresa fugiu da cidade sem pagar a remuneração, horas extras e nem benefícios adicionais. A Eco Verde ainda não deu baixa na carteira de trabalho dos então colaboradores.
"Estava fechando três meses de emprego quando foram embora, comecei dia 13 mas assinaram minha carteira bem depois. E o prefeito disse pra nós que não pode pagar mais pessoalmente, que prefeitura pagou a firma e que precisamos acionar a justiça", diz. "Nunca imaginei que eles iriam fugir, tinha dias que eu trabalha durante o dia e a noite também. Carga horária grande. E não só eu, muito dos guris trabalhavam durante o dia e a noite, dois turnos, havendo dias que viramos a noite chegando às 6 horas da manhã em nossa casa", afirma ele, que está desempregado.
A prefeitura municipal de Guaíba pagou para a empresa R$ 1 milhão durante cinco meses, de julho a novembro, em parcelas que variam entre R$ 51 mil e R$ 271 mil segundo o Portal da Transparência. O serviço incluía coleta domiciliar de resíduos sólidos domiciliares e comerciais; animais mortos de pequeno porte encontrados nas vias e logradouros públicos; originários de estabelecimentos públicos, institucionais, de prestação de serviços comerciais e residenciais; e de feiras livres e coleta com poliguindaste.
Em nota, a prefeitura diz que realizou a retenção de pagamentos para esta empresa e está reunindo as informações e documentos a fim de solicitar liberação judicial para pagamento das verbas salariais dos funcionários. O jornal Repórter Guaibense tentou entrar em contato com a empresa, mas não obteve retorno até o final dessa reportagem.
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