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Terça-feira, 26 de Maio de 2026

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Empresa terceirizada de coleta de lixo não paga funcionários em Guaíba

Eco Verde iniciou o serviço de caminhão de lixo em junho deste ano

Empresa terceirizada de coleta de lixo não paga funcionários em Guaíba
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Cerca de 15 funcionários da antiga empresa terceirizada de coleta de lixo em Guaíba ainda não receberam salários. A Eco Verde iniciou o serviço de caminhão de lixo em junho deste ano e a prefeitura suspendeu o contrato emergencial, em novembro, devido o não cumprimento das obrigações contratuais e trabalhistas.

A Eco Verde tem sede em Vila Maria, cidade de aproximadamente 5 mil habitantes no noroeste gaúcho, e presta também serviços em outras do interior do Rio Grande do Sul, como Serafina Correa, São Borja e Giruá.

O funcionário Cenildo Martins Soares, de 31 anos, relata a empresa fugiu da cidade sem pagar a remuneração, horas extras e nem benefícios adicionais. A Eco Verde ainda não deu baixa na carteira de trabalho dos então colaboradores.

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 "Estava fechando três meses de emprego quando foram embora, comecei dia 13 mas assinaram minha carteira bem depois. E o prefeito disse pra nós que não pode pagar mais pessoalmente, que prefeitura pagou a firma e que precisamos acionar a justiça", diz. "Nunca imaginei que eles iriam fugir, tinha dias que eu trabalha durante o dia e a noite também. Carga horária grande. E não só eu, muito dos guris trabalhavam durante o dia e a noite, dois turnos, havendo dias que viramos a noite chegando às 6 horas da manhã em nossa casa", afirma ele, que está desempregado.

A prefeitura municipal de Guaíba pagou para a empresa R$ 1 milhão durante cinco meses, de julho a novembro, em parcelas que variam entre R$ 51 mil e R$ 271 mil segundo o Portal da Transparência. O serviço incluía coleta domiciliar de resíduos sólidos domiciliares e comerciais; animais mortos de pequeno porte encontrados nas vias e logradouros públicos; originários de estabelecimentos públicos, institucionais, de prestação de serviços comerciais e residenciais; e de feiras livres e coleta com poliguindaste. 

Em nota, a prefeitura diz que realizou a retenção de pagamentos para esta empresa e está reunindo as informações e documentos a fim de solicitar liberação judicial para pagamento das verbas salariais dos funcionários. O jornal Repórter Guaibense tentou entrar em contato com a empresa, mas não obteve retorno até o final dessa reportagem.

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