A escola estadual Augusto Meyer, no Ermo, lançou na tarde desta terça-feira (29) o Clube de Ciências "Augustus". O projeto tem a finalidade de professores e estudantes do ensino médio promoverem atividades de ocupação dos espaços a fim de torná-la a escola mais sustentável e ativa.
O colégio Premem, como é conhecido, contempla uma área ampla, com cerca de 20 mil metros quadrados, dispondo de espaço e trabalho para se explorar dentro dessa perspectiva socioambiental. Está situado numa área de vegetação fechada onde há a predominância de fauna e flora característicos da região, assim como encontra-se em uma região com posição geográfica privilegiada.
Então, professores e direção perceberam a necessidade de ocuparem esses locais poucos aproveitados, construindo estratégias e ações juntos aos clubistas a fim de conquistar o desenvolvimento sociocientífico e o letramento científico dos alunos participantes.
O clube fará pesquisas, oficinas, workshops, estudos e saídas de campo em duas áreas de pesquisa: astronomia e sustentabilidade, com trabalhos envolvendo horta na escola, composteira, lixos plásticos e reciclagem.
"A gente percebeu que há espaços dentro da nossa própria escola para torná-los sustentáveis. E nós estamos no caminho. Já desenvolvemos uma horta que, devido a pandemia, em dois anos e meio o mato tomou conta. Isso pode voltar a ser realidade, basta nós querermos limpar essa estrutura e conscientizar outros alunos sobre a existência da localidade", disse a professora Daysi Ragiuk.
A professora Joseana Souza, mestranda pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), destacou que é mais que urgente o trabalho e a pesquisa coletiva de materiais biodegradáveis e reciclados: "A ideia desse projeto é justamente trabalhar em cima desses plásticos. Nossa escola tem laboratório do ciências, sendo muito interessante porque muitas outras escolas não tem nada de laboratório e, mesmo o nosso não sendo muito equipado, ele tem o necessário para realizarmos várias atividades interessantes. Então a intensão é desenvolver materiais biodegradáveis a partir de matérias primas naturais, como a celulose, produzida pela indústria e parceira do projeto CMPC Brasil.
Os clubes de ciências existem também em outras cidades do Rio Grande do Sul, do Brasil e de outros países da América Latina, como Argentina, Chile e Colômbia, que buscam desenvolver práticas inovadoras em contextos de educação científica.
"Vocês perceberão que o início será meio difícil, mas depois a interdisciplinaridade acaba acontecendo porque vamos trabalhar a questão dos resíduos em outras disciplinas, como matemática e história. O clube acaba ultrapassando essas barreiras e ajudando a interligar essas diversas áreas do ensino dentro de uma causa só", contou a professora Camila Martins, coordenadora de clube de ciências em Nova Santa Rita.
Comentários: