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Domingo, 03 de Maio de 2026

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Escola Gomes Jardim completa 97 anos e começa o projeto "Rumo ao Centenário"

Escola mais antiga de Guaíba completou 97 anos de história nesta quarta-feira (5)

Escola Gomes Jardim completa 97 anos e começa o projeto
Valmir Michelon
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Escola mais antiga de Guaíba, o Instituto Estadual Gomes Jardim completou 97 anos de história nesta quarta-feira (5). Estudantes, professores e funcionários realizaram hora cívica e atividades do projeto Rumo ao Centenário, que será comemorado em 2026.

No dia 05 de julho de 1926, na antiga vila de Pedras Brancas (hoje Guaíba) foi fundado o Grupo Escolar Guaíba, na rua Cônego Scherer, 280, nos fundos do antigo Hospital Nossa Senhora do Livramento. O primeiro diretor foi o professor Afonso Cândido dos Santos.

Em 1939, o estabelecimento passou a denominar-se Grupo Escolar Gomes Jardim. Com o aumento da população, o governo do Estado mandou construir um novo prédio na Rua Dr. José Montaury, 289, onde funciona até hoje. Em 1960, era criado o Curso Normal, recebendo alunos de Porto Alegre e da região. A primeira turma do curso formou-se em 1963. 

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Atualmente a escola oferece, além do curso Normal, curso técnico em Administração de Empresas e também educação infantil, ensino fundamental e médio. A escola conta com mais de 1,1 mil alunos e cerca 70 professores e funcionários.

 

 

Alunos apresentaram o projeto “Colecionando e colorindo memórias: Gomes Jardim rumo ao centenário” nesta quinta-feira (6), na Mostra Científica da 12ª Coordenadoria Regional de Educação, na Ulbra Guaíba. O objetivo é resgatar as histórias antigas do IEE Gomes Jardim, através de fotografias em preto e branco, que contam a história da escola às vésperas de completar seus 100 anos. A partir desse resgate, as fotos ganharão uma nova “roupagem” sendo coloridas manualmente e digitalmente. 

Partindo da ideia de que estudos sobre novos letramentos e novos gêneros textuais emergem na cultura digital, esse projeto busca trabalhar as práticas de linguagem no universo digital, em especial, com o texto imagético (a fotografia), suas funções semânticas e sintáticas. Por meio da fotografia, o aluno irá registrar o espaço escolar enquanto um lugar de memória, afeto e poesia. 

Cada nível escolar, terá como tarefa colorir e se expressar por meio das fotografias, que mostrarão a evolução do tempo e da tecnologia em nossas vidas. A educação infantil com lápis de cor, pincéis e canetinhas, apresentarão o início de uma nova era; o ensino fundamental terá como tarefa construir as legendas das fotos e buscar novas histórias “antigas”, com seus familiares e comunidade escolar, realizando textos de apoio para essas fotografias. Já o nível Médio, apoiado na disciplina de cultura digital, estará envolvido com a digitalização e coloração de fotos por meio de aplicativos que auxiliarão a darão nova vida para as histórias das fotografias selecionadas. 

Após, fotografias antigas e repaginadas digitalmente, textos e legendas, estarão todos reunidos em painéis, que enfeitarão a escola.  A culminância deste projeto será uma exposição, que marca o início das comemorações de aniversário de cem anos do IEE Gomes Jardim, que teve sua fundação em 5 de julho de 1926. 

 

 

Eu sou Gomes

O professor e jornalista do jornal Nova Folha, Valmir Michelon, escreveu a crônica "Eu Sou Gomes". Leia:

É  difícil falar de nós mesmos, mas estou completando 97 anos nesta quarta-feira, 05 de julho, e gostaria de fazer um balanço da minha vida. Sou a escola mais antiga de Guaíba, hoje todos me conhecem como Instituto Estadual de Educação Gomes Jardim.

Recordar faz bem. Lembro dos bons momentos com as pessoas que por aqui passaram. Lembro de cada rosto das crianças, dos jovens e adultos que frequentaram minhas salas, caminharam pelos meus corredores, apreciaram os livros na Biblioteca Padre Vieira e que muito brincaram no pátio e no antigo Pavilhão Canadá.

Nasci na antiga Pedras Brancas de 1926. Eu fazia parte da capital gaúcha, mas três meses depois do meu nascimento,  tornei-me  guaibense, pois a vila transformou-se em município no dia 14 de outubro daquele ano. Mesmo assim, ao longo dos  anos, acolhi muitos alunos de Porto Alegre, principalmente no Curso Normal. Lembro que até ônibus cheios de jovens estudantes, repletos de sonhos, vinham da capital para aqui estudar.

Ainda hoje, recebo jovens de outras localidades como de Barra do Ribeiro, Mariana Pimentel, Sertão Santana e Eldorado do Sul, reforçando que sou referência na educação nesta região.

Com o passar do tempo amadureci. Sozinho não seria ninguém, devo tudo o que sou a todos os que por mim passaram,  como os excelentes  funcionários, professores, orientadores, supervisores, diretores, enfim, os mais diversos profissionais da educação  que marcaram a vida de muitos estudantes e os transformaram em bons cidadãos, que estão fazendo a diferença em diversos lugares do Planeta.

Como diz o hino da escola criado por Vitor Veloso, em 1961, em minha homenagem, “haveremos de vencer Gomes Jardim”. Com certeza, inspirados num ideal, num sonho, de contribuir na formação de homens capazes de pensar, criativos, que não apenas reproduzam conhecimento, mas que contribuam com novas ideias e ajudem a nossa cidade a tornar-se cada vez melhor. Por mais que a educação seja relegada num segundo ou terceiro plano na maioria dos governos, acredito que a mudança ainda depende de nós, da educação.

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