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Escola Gomes Jardim luta para manter o curso técnico em Celulose e Papel em 2022

Celulose é um dos cursos técnicos mais disputados em Guaíba

Escola Gomes Jardim luta para manter o curso técnico em Celulose e Papel em 2022
Valmir Michelon
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A burocracia entre governo do Rio Grande do Sul e a indústria CMPC está trancando o processo seletivo para ingresso ao curso de Celulose e Papel do instituto Gomes Jardim. É um dos cursos técnicos mais disputados das escolas estaduais de Guaíba que insere diversos estudantes recentemente formados no time de profissionais do grupo chileno, desde 1979.

O assunto foi tema de reunião no sábado (20) da comunidade escolar com representantes da 12º Coordenadoria Regional de Educação (CRE) e o diretor da Metroplan José Sperotto.

Segundo apuração do Repórter Guaibense, o motivo é que o grupo chileno CMPC solicita que o pagamento dos professores (que também são funcionários da empresa) sejam diretamente repassados pela Secretaria Estadual de Educação (SEDUC).

O diretor da escola Gomes Jardim Valmir Michelon ressaltou que há mais de um mês manteve reunião com a CMPC buscando uma solução e que a proposta foi encaminhada ao governo estadual que vem analisando junto ao setor jurídico. Uma reunião está confirmada com a Secretaria de Educação nesta terça-feira (23) e dia 1º de dezembro com a Superintendência da Educação Profissional do Estado (Suepro/RS).

“É um dos cursos mais procurados na cidade, onde já tivemos  os últimos anos centenas de inscritos para 30 vagas. Acreditamos que nesta semana seja entrada uma alternativa pelo setor jurídico do governo do Estado”, afirmou.

A nova coordenadora da CRE, Claudete Oliveira, disse que abertura das matrículas no curso tem sido a sua prioridade e tem buscado agilizar a garantia da turma em 2022.

As inscrições para os cursos técnicos nas escolas Solon Tavares (diversos cursos na área de informática), Augusto Meyer (eletrônica) e Gomes Jardim (administração) estão abertas até o dia 28 de novembro pelo site.

 

O que diz a CMPC

Em nota, a CMPC informou que o contrato existente com o Governo do Estado para a realização do Curso Técnico em Celulose e Papel encontra-se em fase de revisão. E que para que possam ser disponibilizadas novas matrículas em 2022 a CMPC aguarda por um retorno da outra parte envolvida no contrato. A expectativa é de que em breve a questão seja solucionada.

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