Gustavo Lopes Anselmo é um adolescente com transtorno do espectro autista. Aos 14 anos, também é escritor e desenhista. Graças ao incentivo de seus pais e dos profissionais da escola municipal Rio Grande do Sul, da Vila Iolanda, escreveu o gibi "As aventuras do capitão Cachorro".
O capitão Cachorro começou a sua vida através dos lápis de cor em uma folha de ofício A4. A paixão de Gustavo em desenhar, pintar e também de contar histórias de diversos personagens, como o próprio capitão, chamou tanto atenção da mãe e artesã Fabiana Lopes que começou replicar em bonecos de pano.
O talento de artista instigou o agente educador Denis Brum a convidar Gustavo a tentar publicar o gibi, por enquanto em uma folha de ofício de cores laranja, azul e marrom, com o símbolo do transtorno do espectro autista e, na capa, o capitão Cachorro desenhado e pintado de vermelho, cinza e marrom.
O capitão Cachorro era uma herói que chegou a assombrar moradores da Vila Iolanda, na zona sul de Guaíba, mas que na verdade era aquele que tinha a intensão de salvar a cidade de um roubo de produtos químicos.
Os pais, professores, colegas de sala de aula e amigos notaram mudança no comportamento do menino após desenhar o livro, era antigamente uma pessoa quieta, tímida e que atualmente é notável o convívio social com as pessoas ao seu redor. "Na verdade o que sempre queríamos foi que a escola fosse aquela que daria o start em todos os alunos que encontram dificuldades de aprendizagem e desenvolvimento, não somente o Gustavo. A escola tem o papel fundamental nesta parte de dar a oportunidade, a educação e a inclusão caminham lado a lado", expressa o pai Valmir Anselmo.
Para Fabiana, o objetivo do lançamento do livro é também de mostrar aos outros que é possível, que nenhuma criança deve ter seu talento ignorado. Todas elas tem um talento. "É primordial que incentivamos nossos filhos, que corremos atrás porque eles sozinhos não chegam a lugar nenhum. Queremos mostrar que é possível, sim. Quando veio o laudo de transtorno do espectro autista do Gustavo disserem para mim que o mundo tinha acabado, que meu filho nunca ia chegar a lugar nenhum na vida e eu bati na tecla que meu filho iria ser um exemplo. Exemplo de inclusão, criatividade, de pessoa para os outros, e não pela deficiência dele", afirma.
Eles estão na busca de parceiros para publicação da obra literária, sendo que Gustavo pretende que parte do dinheiro arrecado, nem que seja R$0,50 ou R$1,00, seja destinado para sua família. E o mais importante não é a renda, é conseguir dinheiro que banque as consultas para o seu tratamento de transtorno do espectro autista.
Como contribuir?
A mãe Fabiana Lopes disponibiliza o número pix (51 992914672) para qualquer doação em quantia de dinheiro para a publicação do livro.
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