Estudantes da rede estadual protestaram em frente da 12ª Coordenadoria Regional de Educação, no centro de Guaíba, na manhã desta quinta-feira (15). A mobilização aconteceu em diversas cidades do país em reividicação a revogação do novo ensino médio.
Entidades e pesquisadores da área da educação afirmam a necessidade de revogação da lei de 2017 que estabeleceu o novo ensino médio e sugerem a implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio publicadas em 2012.
A aluna da escola Augusto Meyer, Kiara da Silva, de 16 anos, explica que o novo ensino médio mudou no ano passado mas, pensando em pré-vestibulares e o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), a comunidade escolar percebeu a diminuição de períodos das disciplinas importantes para o acesso ao ensino superior.
"A gente viu que tínhamos um período de cada matéria que são importantes, mas haviam três de legislação e biodiversidade. São coisas que não que sejam importantes para nossa vida, mas os professores não sabem o que tão dando e não têm bases curriculares para essas disciplinas. Vimos que não vai nos ajudar nos vestibulares como história, geografia, química e biologia, que caem nessas provas", defende. "Em compensação resolvemos fazer a manifestação que não é só aqui, é no Brasil inteiro, que Guaíba não poderia ficar parada nesse momento de luta pela educaçaõ pública de qualidade. Ficar calado não era a melhor opção", acrescenta.
Com o modelo, parte das aulas deverá ser comum a todos os estudantes do país, direcionada pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Na outra parte da formação, os próprios alunos poderão escolher um itinerário para aprofundar o aprendizado. Entre as opções, está dar ênfase às áreas de linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas ou ao ensino técnico. A oferta de itinerários, entretanto, depende da capacidade das redes de ensino e das escolas.
A implementação ocorre de forma escalonada até 2024. Em 2022, ela começou pelo 1º ano do ensino médio com a ampliação da carga horária para, pelo menos, cinco horas diárias. Pela lei, para que o novo modelo seja possível, as escolas devem ampliar a carga horária para 1,4 mil horas anuais, o que equivale a sete horas diárias. Isso deve ocorrer aos poucos.
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