Repórter Guaibense

Segunda-feira, 25 de Maio de 2026

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Estudo para mapear doenças sexualmente transmissíveis começa testagens em Guaíba e região

Objetivo é identificar os motivos pelos quais o estado aparece em primeiro lugar nos casos de HIV

Estudo para mapear doenças sexualmente transmissíveis começa testagens em Guaíba e região
Luan Pedrotti/Divulgação
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Será retomado neste mês um estudo para mapear o comportamento, as práticas e os cuidados da população gaúcha em relação às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Pesquisadores do projeto Atitude, coordenado pelo Hospital Moinhos de Vento, vão retomar a coleta de dados no próximo dia 22 em Guaíba e na Região Metropolitana. Ao todo, irão percorrer 56 cidades do Rio Grande do Sul.

Além de responder a questionamentos, os participantes serão testados para HIV, sífilis e hepatites B e C. A coleta de dados se iniciou em dezembro de 2020 e, devido à pandemia, foi interrompida.

O principal objetivo é identificar os motivos pelos quais o estado aparece em primeiro lugar nos casos de HIV e outras ISTs no país. É a primeira vez que uma pesquisa desse tipo acontece no Brasil. Deve entrevistar, ao todo, 8,2 mil pessoas no Rio Grande do Sul e começou pelo sul do Estado, nos municípios de Pelotas e Capão do Leão. No decorrer do processo, o estudo se expandirá para todas as regiões do Rio Grande do Sul. 

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De acordo com a epidemiologista Eliana Wendland, que lidera o projeto, “a estratégia é facilitar o acesso das pessoas aos testes sorológicos. Responder a essas entrevistas é fundamental para identificação de grupos de maior risco e para o desenvolvimento de estratégias de prevenção direcionadas a estas populações”.

 

Programação

Além de Guaíba e Porto Alegre, outras cidades estão programadas para receber as equipes no dia 22. É o caso de Gravataí, Esteio, Canoas, Cachoeirinha, Novo Hamburgo e Sapucaia do Sul. A iniciativa é desenvolvida em conjunto com o Ministério da Saúde, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), e conta com a parceria da Secretaria Estadual da Saúde.

As equipes — compostas por entrevistadores e um técnico de enfermagem — foram treinadas, e os profissionais estão identificados com colete e crachá com foto e um QR Code que pode ser scaneado para que as pessoas que estão sendo visitadas tenham a certeza de que a equipe faz parte da pesquisa. Também é possível conferir a identidade dos pesquisadores pelo telefone (51) 3537-8092.

 

Mortalidade alta no RS

Dados da Secretaria Estadual da Saúde de 2019 indicam que o Rio Grande do Sul apresenta a maior taxa de mortalidade por Aids no país, com nove óbitos por 100 mil habitantes — a média nacional é de 4,8 óbitos. Já a taxa de infecção de HIV em gestantes também é a maior do Brasil, com 9,5 casos para cada mil nascidos vivos — sendo em 2,8 o indicador nacional. O RS tem a segunda maior taxa de detecção de sífilis adquirida no país, com 116 casos por 100 mil habitantes — o indicador nacional é de 58  — e a terceira maior incidência de sífilis congênita em menores de um ano, com 14,2 casos a cada 1 mil nascidos vivos, quando a taxa brasileira é 8,6.

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