Seis postos de saúde de Guaíba estavam abertos, nesta segunda-feira (27), para a primeira fase de vacinação contra covid-19 com aplicação da dose bivalente. Idosos com mais de 70 anos ou imunocomprometidos compareceram nas salas de vacina das unidades do Centro, Cohab, Vila Iolanda, Columbia City, Nova Guaíba e Primavera.
O imunizante bivalente é uma versão atualizada da vacina monovalente, que vem sendo usada desde 2021. Ele foi elaborado para combater a variante original do coronavírus e a Ômicron, que é a de maior circulação atualmente. Para receber essa dose, a pessoa precisa ter concluído, pelo menos, o esquema primário da vacinação contra covid-19, composto pelas duas primeiras doses ou pela dose única. Além disso, a última aplicação deve ter sido realizada há, pelo menos, quatro meses.
A vacinação continua nesta terça, quinta e sexta-feira na seis unidades de saúde, até durar o estoque de imunizantes.
A Terezinha Arand, de 94 anos, foi vacinada nesta tarde na unidade básica do Centro. "A vacina é importante pra proteger a saúde da gente, né. Eu fiz as quatro, e depois da quarta eu teste positivo para covid. Mas leve, sem dor, e em dois estava boa de novo. A vacina é importante, aconselho a vacina no braço", disse.
O pastor e professor aposentado Gastão Pache de Farias, de 77, afirmou a vacina bivalente também é importante para frear as variantes de covid-19: "Eu já tomei a quarta e a última. E se vier a sexta, sétima, oitava, vou tomar. É a ciência a favor da vida. Graças a Deus, pela vacina, pelos nossos cientistas que desenvolveram a vacina, nos livramos desse mal. Então é muito importante".
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a procura pela vacina bivalente foi bem grande em todas as unidades de saúde.
Inicialmente, a vacina será aplicada somente nos chamados grupos de risco. Na segunda etapa, serão imunizadas pessoas com idade entre 60 e 69 anos; na fase 3, gestantes e puérperas; e na fase 4, profissionais de saúde.
“Essas populações, do que a gente tem nesses três anos de pandemia, são as pessoas que mais sofreram e mais sofrem com a doença. É importante termos um planejamento porque não tem vacina suficiente para incluir toda a população com a bivalente. A tendência é que, com o passar do tempo, a gente vá aumentando os grupos que vão receber", disse o diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações, Juarez Cunha.
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